Rosangela Demetrio


Empresas brasileiras investem em produtos com certificação halal para atender à comunidade muçulmana no mundo
18/06/2018, 16:12
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A busca por produtos halal tem aumentado a cada ano no mundo. De acordo com um recente relatório de pesquisa de mercado – publicado pela Transparency Market Research – o mercado halal deverá crescer a uma taxa CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de 16,2% no período entre 2016 e 2024.

Em 2016, de acordo com o PEW Research Center, o valor de mercado global dos produtos halal totalizou aproximadamente US$ 45,3 bilhões de dólares e deverá aumentar em aproximadamente 29% em 2020.

O mercado mundial de produtos halal tem sido regionalmente segmentado na América Latina, América do Norte, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África e Europa. Devido à presença de um grande número de fabricantes certificados e grande base da população muçulmana, o mercado mundial de produtos halal na Ásia-Pacífico é projetado para ter um impacto positivo sobre o desenvolvimento global do mercado mundial de produtos halal no futuro próximo. Do ponto de vista do país, os EUA, o Brasil e a Índia são alguns dos exportadores mais importantes de produtos halal. O mercado de produtos halal nas regiões do Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico representou cumulativamente mais de 80% do mercado global em 2015.

O Brasil é referência mundial e atualmente exporta para 57 países islâmicos, sendo 22 países árabes. Estima-se que a economia Halal global atinja a marca de US$ 6,4 trilhões este ano, acima dos US$ 3,2 trilhões contabilizados em 2012, conforme dados levantados pelo ESMA – Autoridade de Padrões e Metrologia dos Emirados Árabes.

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Foto divulgação fornecida por LN Comunicação

No mundo, a principal região para os produtos halal ainda é a do Pacífico Asiático pela grande população mulçumana. Os principais participantes do mercado que operam no mercado internacional de produtos halal podem ser distinguidos pela indústria de uso final que atendem. Além de alimentos e bebidas, os produtos halal foram concebidos para encontrar aplicações em vários outros setores, como produtos farmacêuticos, suplementos alimentares, cosméticos, produtos de higiene pessoal e padaria.

A Cdial Halal tem certificado diversos produtos para inúmeros países, como: colágeno, ácido lático, sucos, óleo, gelatina, amendoim, manteiga de cacau, soja, chocolate, doces, bolos, biscoitos, óleo de semente de algodão, glicerina, produtos químicos, de limpeza e fármaco. “Há um grande mercado para ser explorado. O Brasil é um dos países com mais habilidade e produtos de qualidade para serem exportados aos muçulmanos em todo o mundo. O processo de certificado é rápido desde que a empresa – em busca da certificação – esteja de acordo com as normas solicitadas. É uma grande oportunidade para as empresas brasileiras”, comenta o diretor-executivo da Cdial Halal, Ali Saifi.

Só para deixar claro, Halal é uma palavra árabe para “permissível” e é frequentemente usada para se referir a comida e bebida que são aceitáveis para os muçulmanos consumirem sob a lei islâmica. Especifica quais produtos alimentícios são permitidos e como prepará-los. Por exemplo, animais halal incluem cabras, ovelhas, vacas e galinhas. A carne de porco é considerada “haram” ou proibida.

Fonte: LN Comunicação e Assessoria de Imprensa da Cdial Halal – referência global em Certificação Halal. Saiba mais www.cdialhalal.com.br

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Baruzzi pelo olhar do índio
06/03/2018, 18:24
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Por Rosangela Demetrio

“O Baruzzi é nosso pai. Ele e o Orlando. Nós estamos aqui hoje por causa deles. Antigamente, a gente ia acabar. Muita doença, sarampo. Muita gente morreu. Depois quando o Orlando trouxe o Baruzzi, ele trouxe as equipes e as vacinas. Hoje, você pode ver quantas crianças estão correndo por aí na aldeia. A gente cresceu na mão de vocês, da Escola Paulista, na mão do Baruzzi.”

A fala acima é do Takuman, um importante pajé Kamaiurá do Alto Xingu, e reflete o pensamento de todas as etnias presentes no Kwaryp em homenagem ao Professor Baruzzi, realizado na aldeia Kamaiurá, no Parque Indígena do Xingu, nos dias 5 e 6 de agosto passado. Demonstra também a importância conquistada por um homem branco, médico e professor que, por 50 anos, representou a esperança para aqueles povos.
“Somente dois caraíbas (como somos chamados pelos Kamaiurá) foram homenageados com a realização de um Kwaryp: os dois grandes amigos Orlando Villas Boas e Baruzzi”, relata Douglas Rodrigues, chefe da Unidade de Saúde e Meio Ambiente/Projeto Xingu.
“Ver a homenagem dos índios ao meu pai, foi algo muito especial para nossa família. Nossos filhos, meus e de meus irmãos, ficaram surpresos de ver o carinho, a importância e a deferência com que os índios se referiam a meu pai e à marca que ele deixou entre eles. Os depoimentos e as histórias contadas por eles nos emocionaram e ver escrito nas costas do índio Mutuá “OBRIGADO BARUZZI,” durante o ritual de dança, foi muito tocante para nós.
A cerimônia cheia de simbolismo, cantos e choros deu significado às nossas saudades e tristeza, e também conforto, pois no dia seguinte, de acordo com o ritual, a alma sai do tronco e segue seu caminho e não se chora mais. Agora está em paz!
Pudemos sentir que o Xingu e o convívio com os índios é de fato, apaixonante. Muitos depoimentos dos “brancos”, Prof. Acary, Douglas, Prof. Belfort, Prof. Paulo Pontes entre outros, mostraram a marca do Projeto Xingu em suas vidas, foi lindo ouví-los e sentir um pouco da presença do meu pai em suas histórias.
Dá para entender hoje porque meu pai se dedicou de corpo e alma a este trabalho e o tornou a sua missão de vida. E até sua morte foi conduzida pelos espíritos índios, pajelança realizada no hospital e a morte na mesma noite.
Nós, filhos, só temos a agradecer por todo exemplo de dedicação e amor. OBRIGADA PAI”, descreve a filha, Márcia Baruzzi.



Um vírus capaz de transformar o mundo

Nos últimos meses, tenho ficado cada vez mais assustada e triste com as notícias da área médica, que relatam o poder de destruição do vírus Zika. É muito difícil aceitar que um mosquito transmita um vírus para uma determinada gestante e, por causa desse vírus, uma criança tenha seu mundo totalmente transformado em algo que ainda não sabemos qual será o resultado final, mas que certamente terá uma evolução muito diferente das crianças não afetadas.

Crianças com microcefalia vão marcar uma geração inteira. Isso é uma lástima. Como será o futuro dessas crianças? Até que idade sobreviverão na esperança de dias melhores? O governo precisa investir tudo que for necessário em pesquisa e no combate a esse mosquito que veio para causar danos irreparáveis ao ser humano.

E não é só a questão da microcefalia que está preocupando as autoridades médicas. Pesquisas sobre o Zika têm sido feitas em diversos lugares do mundo. Segundo a Agência Fapesp de notícias, estudos recentes abordaram o caso de um bebê nascido sem microcefalia, mas com severas lesões cerebrais e na retina, causadas pelo vírus. O estudo em questão foi realizado por cientistas da Unifesp – Universidade Federal de São Paulo e da Fundação Altino Ventura, de Pernambuco. A criança nasceu com tamanho e peso considerados dentro do esperado, mas, alguns dias após, revelou um quadro anormal, começando a ter convulsão e tendo de voltar ao hospital. Após exames, foi detectada calcificação cerebral, além de aumentos dos ventrículos e lesão grave na retina, semelhante àqueles encontradas em bebês com microcefalia.

Que caso intrigante. A mãe não teve sintomas do Zika na gestação e o bebê nasceu sem a microcefalia. Até aí, tudo indicava normalidade dessa criança. Entretanto, isso não impediu o ataque silencioso do vírus. Apesar das aparências, o bebê teve complicações importantes que afetarão rigorosamente a sua vida e para sempre. É com se o mundo dessa família tivesse desabado.

A minha questão é: será que, se fosse detectado o vírus Zika na gestante antes do parto, esse bebê poderia ter sido tratado e o vírus combatido? Ou isso não faria diferença? Talvez a inclusão de um teste no pré-natal pudesse ajudar nessa guerra contra o vírus.

Eu, como leiga, fico pensando e tentando achar uma solução, mas o que posso fazer de concreto é apresentar minha preocupação e tentar sinalizar para o governo que precisamos de mais investimentos em pesquisa. A verdade é que estamos engatinhando nesse guerra contra o Zika. Onde vamos parar?

A reportagem da Agência Fapesp sobre o bebê pode ser acessada na íntegra pelo link: http://agencia.fapesp.br/confirmado_caso_de_bebe_sem_microcefalia_com_lesao_cerebral_e_ocular_causada_por_zika/23339/

Rosângela Demetrio é jornalista e tem um blog em que divulga seus artigos: https://rosangelademetrio.wordpress.com



O grafeno veio para ficar

Grafeno… Quando ouvi esta palavra pela primeira vez, logo associei a grafite, lápis, ponta de lápis. Frágil? Imagina. O grafeno é sim grafite, mas está longe de ser frágil.

O grafeno está sendo considerado o material bidimensional mais fino e resistente do planeta. Duzentas vezes mais resistente que o aço, leve, transparente e flexível, além de ser um excelente condutor de eletricidade e calor, o grafeno poderá revolucionar a indústria e ser utilizado em breve em áreas, como: defesa, eletroeletrônicos (telas finas para touch screen), semicondutores, de produtos como plástico ou látex, de televisões e smartphones, com displays flexíveis e transparentes, até na área de membranas com aplicações na desalinização da água do mar ou na área médica.

Mas o que é o grafeno? É basicamente uma película fina de grafite que possui uma estrutura hexagonal de átomos, que o transforma numa camada de carbono. É uma questão de química. O mesmo grafite frágil do lápis, se transforma num material altamente resistente e muito fino. Imagine que três milhões de camadas de grafeno, uma sobre a outra, medirão 1 milímetro de altura no total. É muito fino, além de transparente, flexível e resistente.

Com tantas vantagens, o material está recebendo atenção da comunidade científica brasileira. Grupos de pesquisadores têm estudado o grafeno e seu leque de utilidades tem sido cada vez mais amplo.

Devido a essas possibilidades, foi inaugurado em março deste ano, um centro de pesquisa com a finalidade de estudar e desenvolver grafeno de alta qualidade. Segundo pesquisadores envolvidos no projeto, o grande desafio está em produzir grandes quantidades de grafeno de alta qualidade.

Esse centro de pesquisa em grafeno, o primeiro da América Latina, fica em São Paulo, no campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Trata-se do MackGraphe Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias. O projeto é uma parceria do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie e conta com o apoio da Fapesp para desenvolver as pesquisas que envolvem materiais bidimensionais e exploram as propriedades do grafeno, precursor da família desse tipo de materiais.

A espessura de um átomo e a flexibilidade são vantagens que atraem o setor industrial. Já imaginou poder dobrar um celular sem danificá-lo? Devido a sua alta capacidade de condução de energia, o recarregamento de baterias de smartphones e tablets à base de grafeno será muito mais rápido, algo em torno de 15 minutos. Será a própria demanda industrial que vai forçar o desenvolvimento de pesquisas para a melhor utilização do óxido de grafeno, com melhor qualidade.

Para informações mais detalhadas, acesse o site: http://canaltech.com.br/materia/produtos/grafeno-conheca-o-material-que-vai-revolucionar-a-tecnologia-do-futuro-25436/

Rosângela Demetrio é jornalista e tem um blog com seus artigos publicados: https://rosangelademetrio.wordpress.com



A hora e a vez dos drones

Cada vez mais os drones ganham destaque em matérias da internet e nos telejornais. Eles vieram com tudo e prometem aparecer ainda mais.

Mas, o que são drones?

 

A definição de drone dada pela enciclopédia livre da internet, a Wikipédia, é:

“Veículo aéreo não tripulado (VANT) ou drone (zangão, em inglês) é todo e qualquer tipo de aeronave que não necessita de pilotos embarcados para ser guiada. Esses aviões são controlados a distância por meios eletrônicos e computacionais, sob a supervisão e governo humanos, ou sem a sua intervenção, por meio de Controladores Lógicos Programáveis (CLP).”.

Praticamente, drones são pequenas aeronaves, como os aeromodelos, que são guiados eletronicamente a distância. A grande relevância dos drones, e o que muitos já descobriram, é a versatilidade do seu uso, que tanto pode ser para praticar o bem, como para praticar o mal. Depende de quem o está guiando…

Há quinze dias, no meu mais recente trabalho como assessora de casamentos, os noivos haviam contratado um fotógrafo, que eu ainda não conhecia. Eu o aguardava para orientá-lo, assim como aguardava a banda, o buffet e a decoradora. Mas, ele me surpreendeu logo de cara ao chegar com um drone.

Por terem sido, tanto o casamento, como a festa, realizados na igreja, um local fechado, eu não imaginei que seriam captadas imagens aéreas. Pois foi feito com a maior naturalidade do mundo. O fotógrafo guiou o drone, equipado com acessórios de captação de imagem, para o alto e o resultado foi sensacional: fotos aéreas, como se tivessem sido feitas de um helicóptero.

Esse é apenas um dos usos do drone. Recentes avanços estão surgindo na área da tecnologia da computação, envolvendo esses aparelhos, que aparecem cada vez mais em pesquisas acadêmicas, relacionados a diversos setores, mas principalmente ao seu uso na agricultura. Eles estão sendo vistos como ferramentas de custo relativamente baixo, diante da abrangência de sua utilidade, podendo receber equipamento de filmagem e foto, além de diversos tipos de sensores, que os tornam capazes de fazer um verdadeiro monitoramento de áreas agrícolas.

Por outro lado, em regiões de conflito, como no Oriente Médio, drones podem ser equipados com bombas e transformarem-se em robôs kamikazes. Ou mesmo podem ser utilizados em espionagem tanto em caso de guerra, como espionagem industrial. Essa nova invenção do homem tem a imaginação como limite e promete ir longe… Basta saber usá-la.

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Um país em conflito

Para os jovens que vêem os atuais conflitos no Egito, é difícil imaginar que um dos ex-presidentes do país ganhou o Prêmio Nobel da Paz em sua gestão

Foi em 1978 que Anwar Al Sadat, então presidente do Egito, ganhou o Prêmio Nobel da Paz, juntamente com o primeiro-ministro israelense Menachem Begin. O Prêmio foi o resultado e o reconhecimento pelo Acordo de Camp David, pelo qual os dois governantes assinavam diversas resoluções para alcançar a paz entre árabes e judeus.

Aquela década foi marcada por diversas tentativas de paz. O então presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter esforçou-se bastante para mediar esse tipo de acordo. A paz interessaria para ambas as partes e também para a América, que poderia continuar exportando seus produtos industrializados para o Oriente Médio. Mas, as vantagens que comumente os americanos ofereciam aos israelenses em seus acordos bilaterais irritavam os árabes, que não aceitavam tais privilégios.

O Acordo de Camp David não foi aceito por unanimidade no Mundo Árabe, especialmente pelos fundamentalistas muçulmanos, que acreditavam que apenas a ameaça ou o uso da força faria Israel negociar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. O acordo previa a entrega da Faixa de Gaza para o Estado Judeu. Em contrapartida, Israel retirou-se da Península do Sinai, retornando a área inteira para o Egito em 1983. Mas, antes disso, em 1981, Sadat foi assassinado durante uma parada militar no Cairo, tudo indica que por membros da Jihad Islâmica Egípcia infiltrados no exército. O motivo do atentado não é difícil de imaginar: acordos de paz não interessam a quem lucra com a guerra. Alguns suspeitaram de envolvimento da CIA, mas tudo era especulação na época. Aquele atentado comoveu o mundo todo. Lembro-me de que foi a primeira cena chocante que assisti na TV. Mas, que em nada se compara ao que vemos hoje no Egito.

Sadat foi sucedido pelo seu vice-presidente Hosni Mubarak, que foi levado a renunciar só recentemente, em Janeiro de 2011, 30 anos depois de assumir.

Atualmente, o quadro que se vê no Egito é preocupante. As autoridades do país afirmaram que vão julgar pelo menos 40 pessoas, incluindo cidadãos americanos e outros estrangeiros, que trabalham em ONGs que promovem democracia, direitos humanos e paz, acusadas de financiamento ilegal. A questão gera tensão entre os governos egípcio e americano. As autoridades egípcias estão sendo apontadas como incapazes de evitar confrontos, devido ao precedente ocorrido em um jogo de futebol, no fim de janeiro, que deixou 74 mortos.

Não há muito que fazer, a não ser aguardar os próximos acontecimentos e torcer pela sensatez. Com os ânimos acirrados, qualquer faísca pode incendiar a região. Melhor não provocar…

Artigo publicado no Jornal Empresas & Negócios em 8/fev/2012.



Revolução de gêneros é tendência no mercado de trabalho

Pesquisa realizada nos Estados Unidos revela que cresce o número de mulheres jovens, que consideram prioridade, atingir o topo dos organogramas das empresas e conquistar os maiores salários

O mercado de trabalho vem apontando uma revolução no tradicional papel feminino nas empresas. Mulheres mais jovens se firmam em posições de chefia, ultrapassando homens na mesma faixa etária e ocupando os cargos mais altos. O que se via até há alguns anos eram mulheres nos papéis de ótimas secretárias executivas, podendo conquistar posição de assessoras de diretoria, gerentes, entre outras categorias de média importância. Atualmente, é comum encontrar mulheres como CEOs de empresas brasileiras ou multinacionais, reitoras de universidades, comandantes, ministras e até presidentes ou vice-presidentes de grandes holdings.

A empresa americana de pesquisa Pew Research Center publicou índices que confirmam que 66% das mulheres jovens com idade entre 18 e 34 anos colocam a carreira profissional no topo de suas prioridades, enquanto que o mesmo acontece com 59% de homens na mesma faixa etária. Em 1997, o panorama era de 56% de mulheres jovens com tal prioridade e 58% de homens.

Nos últimos 15 anos, vem crescendo também a proporção de mulheres de meia-idade que também consideram de grande importância em suas vidas, a conquista de altos cargos e salários. A proporção nesta faixa etária entre homens e mulheres é de 42% (mulheres) para 43% (homens), enquanto que, em 1997 era de 26% (mulheres) para 41% (homens).

Essas conquistas não são e nunca foram fáceis para a maioria das mulheres que alcançam posições de destaque. Nem todas são filhas de ricos industriais ou herdam grandes empresas para administrar. Nem todas fazem bons casamentos, ou têm amigos que confiam-lhes cargos importantes. Muitas vezes, a vida não é justa e nem aquelas mulheres que mais estudam e se esforçam conseguem chegar lá. Então… como atingir o topo? A trilogia: Mulher, Trabalho e Educação talvez possa apontar revelações a serem consideradas.

Mas, por quê Mulher, Trabalho e Educação? A explicação não é simples, pois envolve percepção e sensibilidade. Mulher é um ser amplo, significa ter intuição para perceber qual o melhor caminho e qual a melhor postura nas tomadas de decisão. Sua visão holística lhe permite ter a amplitude necessária para coordenar,aliada a força interior, respeito às origens, bom senso, justiça, emoção e tantas características femininas. Trabalho é o ponto central, pois não existe sucesso sem trabalho, perseverânça, luta cotidiana, força de vontade e determinação. Educação abre portas. Ela é a base de tudo, é o início, a formação da personalidade que determinará se a pessoa será alguém de sucesso, ou não. Inclui-se aí humildade, tolerância, respeito ao diferente, resiliência e paciência para agir no momento certo. Talvez a resposta esteja na união de todos esses fatores.

Têm sido significantes as mudanças envolvendo a força de trabalho de homens e mulheres, ao longo das últimas décadas. Mais importante que estimular uma guerra dos sexos, acredito que seja incentivar a mudança de interesses a favor do ser humano de forma ampla. Uma mudança que prime pelo respeito e pela tolerância. Sabemos que o conflito de interesses sempre existirá, mas devemos procurar viver mais e melhor, mantendo um ambiente pacífico e harmonioso. Com isso, todos ganham.

Artigo publicado no Jornal Empresas e Negócios, em 23 de julho de 2013.