Rosangela Demetrio


Avenida Paulista: a estrela do Natal paulistano

Uma avenida, que na época do Natal concentra os maiores índices de investimentos em decoração corporativa do Estado, parece ter luz própria

Enfeitada em toda a sua extensão, a avenida considerada a vitrine da capital paulista, tornou-se um dos principais pólos de atração turística de Natal do País. “A decoração de Natal só traz vantagens para a Paulista e arredores. Ela atrai turistas de todas as partes, que aquecem o comércio local”, afirma Heitor Sertão, gerente da Avenida Paulista. As atrações e eventos comemorativos de final de ano envolvem diversos profissionais, gerando empregos diretos e indiretos. Além de reforçar todos os serviços do cotidiano, como limpeza, coleta de lixo e segurança, a Avenida recebe os especialistas que desenvolvem trabalhos típicos da época do Natal. São eles: decoradores, iluminadores, engenheiros civis, mecânicos e de robótica, designers, artistas, arquitetos, técnicos de som, enfim, um verdadeiro batalhão de pessoas engajadas e comprometidas, que cuidam dos mínimos detalhes para que tudo fique perfeito.

Em 2009, por meio das parcerias da Prefeitura do Município de São Paulo com a iniciativa privada e como parte do projeto Natal Iluminado, a Avenida Paulista ganhou muita luz e efeitos especiais para que sua decoração pudesse ser contemplada tanto de dia como à noite. O projeto que enfeitou a própria avenida, patrocinado pelo Itaú Unibanco, trouxe o clima do centro antigo para a moderna avenida, tomando os 38 postes do canteiro central com faixas, guirlandas, luminárias especiais e festões.

Diante da preocupação mundial com o aquecimento do planeta, o Papai Noel deu um bom exemplo. No Parque Trianon, a Casa do Papai Noel Sustentável foi construída com madeira certificada e lâmpadas LED, que oferecem maior economia. Aliás, é importante lembrar que uma das principais preocupações da administração pública paulistana com o projeto foi incluir o conceito de sustentabilidade.

Merece destaque a tradicional decoração de Natal da agência Trianon do Itaú Personnalité, que apresentou um coral adulto de 12 vozes, com espetáculos que incluíam shows de luzes e chuva de neve. Um Papai Noel animado eletronicamente tocava órgão e conduzia o evento. Um total de 28 pinheiros decorados circundaram o prédio e a árvore principal, decorada por bolas e notas musicais, tinha 5,8 metros. Havia também o trenó do Papai Noel; 65 franjas de luz com 9 km de microlâmpadas brancas; 25 laços vermelhos; 6.000 bolas decorativas; 3.000 notas musicais; 400 m de mangueira luminosa (flexlight) nos contornos das janelas, vitrines e porta da agência, além de 12 km de microlâmpadas verdes.

Itau Personnalite Natal 2009, foto de Marie Hippenmeyer

Outra decoração especial chamou a atenção para o novo espaço verde da Capital, a Praça Mario Covas, que fica na esquina da Avenida Paulista com a Rua Ministro Rocha Azevedo. As árvores da nova praça ganharam iluminação natalina. O prédio da FIESP e as agências dos bancos também apresentaram decoração diferenciada, principalmente o Bradesco Prime, um dos que mais recebeu visitação popular. O Shopping Center 3 inovou na decoração, destacando as cores azul e branco na fachada e na entrada principal. A decoração contou com adereços e luzes nessas cores, além de detalhes em dourado.

E para colaborar com o tema sustentabilidade, o Conjunto Nacional, que fica na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta, apresentou uma inovadora decoração natalina elaborada com materiais recicláveis e reutilizáveis. Só na fachada, 24 arcos de oito metros de altura feitos com 32 mil garrafas pet revestiam o edifício.

Investimento com retorno garantido

Em 2009, a Prefeitura do Município de São Paulo investiu em decoração natalina, para a cidade toda, R$ 5,6 milhões, valor idêntico ao do ano anterior. Porém, houve mais sofisticação nos projetos. Foram instalados mais de 25 milhões de microlâmpadas, 3,5 mil refletores, 35 mil miniestrobos, 25 km de mangueiras iluminadas e 25 mil clusters de LED, que juntos somam mais de 120 km de vias decoradas para compor o Natal Iluminado 2009, que nessa edição teve como temática central o Natal da família paulistana. Segundo dados da SPTuris, a capital paulista recebe a cada ano 11 milhões de visitantes, motivados principalmente por negócios, pelos grandes eventos e pelas opções de lazer e entretenimento que a cidade oferece. A decoração corporativa de Natal é um dos fatores que impulsionam o comércio na cidade. Seduzidos pela diversidade de opções, os turistas aproveitam a visita para fazer compras. Na época que antecede o Natal, a programação natalina e os atrativos culturais e turísticos trazem mais de dois milhões de visitantes à cidade. Desse total, cerca de 20% vão às compras.

 Você sabia que a Avenida Paulista tem um gerente?

É verdade. Quem atualmente ocupa o cargo de gerente da Avenida Paulista é Heitor Sertão. Ele explicou que a Avenida está num espaço físico entre três subprefeituras (Sé, Vila Mariana e Pinheiros) e as competências com relação a ela ficavam divididas entre as três administrações. Para definir quem tomaria conta da Paulista e de seus arredores, chegou-se a um consenso de que pela importância dos eventos que acontecem nela e pelo fato de ser a “vitrine de São Paulo”, ela merecia atenção especial de uma equipe voltada exclusivamente para seus interesses. Assim, criou-se a Gerência da Avenida Paulista.

“Somente após a criação da Gerência da Avenida Paulista, é que se pode mensurar o grau de complexidade que sua administração exige”, afirma Heitor Sertão. “Eram aproximadamente 50 concessionárias atuando na Avenida (Eletropaulo, Sabesp, Comgás, TVs a cabo, Telefonia, etc) procurando resolver seus problemas de instalações isoladamente e fazendo, para isso, buracos e mais buracos. Sem falar nos pesados carros de transporte de valores, que para a própria segurança subiam nas calçadas, causando rachaduras e afundamentos no piso”, explica o gerente. “Hoje, controlamos e cuidamos de tudo na Avenida, desde a importantíssima questão da acessibilidade, a reconstrução de todas as calçadas, instalação de guias e sinalização adequada, até a questão da segurança e a administração dos três eventos anuais: Reveillon na Paulista (Show da Virada), Parada GLBT e Corrida de São Silvestre”.

 A Joia – Uma história de paixão e emoção

A Joia, Natal 2009, foto divulgação

Existe em Votuporanga, cidade do interior paulista, uma loja chamada A Joia, que é um exemplo de como uma decoração natalina diferenciada, feita com carinho, pode transformar uma empresa familiar com mais de 50 anos de tradição, num ícone regional. Quando chega o Natal, A Jóia é ponto turístico na cidade. As atrações da loja trazem público de um raio de mais de 200 quilômetros. Segundo a proprietária, Elza Mara Pignatari Pinzan, a decoração natalina tem um cunho social muito grande. “É difícil transcrever em palavras a alegria que sentimos ao ver a emoção que a decoração de nossa loja provoca nas pessoas. É a nossa forma de estimular o amor ao próximo, devolvendo ao público uma parcela do que ele nos proporciona o ano todo”, afirma Elza Mara.

“Começamos com alguns fios com lâmpadas e um Papai Noel inflável, que foram suficientes para percebemos o sucesso que faziam. A partir de então, fomos buscando novidades e aperfeiçoamento. Nós queríamos que a loja tivesse uma decoração que tocasse o coração das pessoas, evocando o espírito de Natal. Nossa projeção comercial já era grande na região. Mas agora, além da tradição dos produtos e serviços que oferecemos, também somos reconhecidos pela decoração de Natal. Comercialmente falando, vemos isso como um grande benefício”, completa a empresária.

“Compramos todo o material em lojas especializadas e confeccionamos os enfeites por aqui. Só contratamos de fora a programação e a automação dos bonecos. O investimento total gira em torno de 50 mil reais por ano. Acho importante salientar que não há relação entre o custo da decoração e a expectativa de vendas no Natal. Nós teríamos que obter um faturamento muito maior no fim do ano para podermos suportar esses investimentos”, afirma Elza Mara.

Matéria escrita por Rosângela Demetrio e publicada na revista Christmas News 30. Qualquer reprodução só poderá ser feita mediante autorização por escrito.

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Quem é Rei nunca perde a majestade
30/05/2010, 16:52
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O desafio de uma empresa que conquistou liderança e solidez num mercado cada vez mais competitivo é oferecer qualidade ao menor preço possível

O Rei do Armarinho é um dos mais tradicionais estabelecimentos comerciais da região da Rua 25 de Março, na capital de São Paulo. Distribuidora de produtos nacionais e importados, a empresa possui um mix com mais de 20 mil itens. São diversas linhas de artigos para armarinho, lazer e artesanato, como agulhas, barbantes, lãs, linhas, alicates, telas, pincéis, tintas, fitas decorativas nacionais e importadas, coleções para cama, mesa e banho, artigos para decoração de Natal, como árvores, bolas, enfeites para outras festas e artigos de época. É muito difícil um consumidor entrar no Rei do Armarinho e não encontrar o que procura, nesses segmentos.

Mas, no início, não era assim. Quando o imigrante sírio Afif Sarruf adquiriu a loja, ainda pequena, fundada em 1926 por seu tio, ele não imaginava que seu negócio se transformaria num importante pólo de abastecimento para uma gama imensa de setores do mercado nacional. Hoje, a empresa é composta pelo Centro de Distribuição, a Loja na região da Rua 25 de Março, além de contar com as vendas efetuadas pela loja virtual, que tem tido bastante aceitação do consumidor, devido à praticidade em se realizar as compras.

Toda essa pujança é fruto de muita dedicação ao trabalho e persistência, valores que foram passados de pai para filho, nas gerações da família Sarruf.  Pierre Sarruf, neto do Sr. Afif, começou a se interessar pelos negócios da família desde cedo. Hoje, é diretor comercial e fala sobre o mercado com a propriedade que toda a experiência de sua família lhe confere. “Três fatores são de extrema importância para se obter sucesso nos negócios: qualidade, preço justo e atendimento impecável. Não há truques. Nossa vantagem é que temos um contato direto com o consumidor, quando ele vem à loja. Nessa ocasião, aproveitamos para fazer um trabalho de pesquisa, procurando identificar o que ele deseja, além do que está comprando. Com base nesses dados valiosos, planejamos a próxima compra. Assim, quando vamos às feiras internacionais na Alemanha e na China, já temos em mente o que o nosso consumidor deseja”, explica o empresário.

Outro alerta de Pierre é não se precipitar fazendo grandes compras sem antes testar o gosto do consumidor.  “Primeiro, trazemos uma amostragem dos produtos novos e fazemos a apresentação ao público. Se a aceitação for positiva, ampliamos a compra e distribuímos a mercadoria, já com uma boa expectativa de venda. Esse teste também ajuda aos nossos compradores varejistas, que são nossos aliados em cada conquista.”  

Pierre Sarruf: "Nosso intuito é oferecer produtos de qualidade, com um excelente custo-benefício para o consumidor"

Um mercado em franca ascensão

Na opinião de Pierre Sarruf, o Brasil é um país que ainda consome muito pouco em decoração de Natal e de festas sazonais. “O mercado tem um campo enorme para crescer. Muitos empresários estão percebendo que a decoração agrega valor e mexe com a emoção das pessoas. O cliente, por sua vez, percebe a preocupação do lojista em tornar o ambiente agradável, e isso passa a ser uma ferramenta importante de fidelização”, considera o empresário.

Segundo o empresário, do total de suas vendas, aproximadamente 15% são referentes a artigos voltados à decoração corporativa. E para impulsionar ainda mais esse segmento, a empresa está ampliando seu mix com produtos novos, importados, que oferecem um custo baixo e ótima qualidade. Trata-se das novas coleções de borboletas gliterizadas, árvores de Natal vistosas e bolas diferenciadas, que serão os lançamentos do Rei do Armarinho na 15a Toys, Parties & Christmas Fair. Os negócios realizados durante o evento representam aproximadamente 15% do total de vendas do ano todo. “A TPCF é uma grande oportunidade para apresentarmos nosso mix aos lojistas, varejistas e decoradores do Brasil todo. Além disso, o evento nos proporciona fazer contatos e ampliar parcerias, no sentido de nos manter presentes em todo o País. E a feira é a melhor vitrine para isso”, afirma o empresário, que completa: “Por conta da ampliação no mix com os novos produtos, nossa expectativa é atingir, em 2010, um crescimento de 20% a 25% nas vendas, índice bem maior do que o obtido em 2009, quando crescemos 18% com relação ao ano anterior”.

Matéria escrita por Rosângela Demetrio e publicada na revista Christmas News 30. Qualquer reprodução só poderá ser feita mediante autorização por escrito.



Mercado de Festas Sazonais comemora crescimento investindo

Atualmente, é difícil falar em Festas Sazonais citando somente as datas mais tradicionais. Esse conceito está mudando?

Os melhores motivos para festejar podem variar de acordo com diversos fatores, como a moda, a cultura ou a religião. O importante é que temos sempre um bom motivo para celebrar. E essa alegria contagia também as empresas que se dedicam a transformar essas comemorações em momentos inesquecíveis, seja pelas fantasias que fornecem, pelo espetáculo dos fogos de artifícios e lançadores de confetes ou pelos projetos de iluminação.

E o que essas empresas têm em comum? Crescem a cada dia. Uma delas é a Mundo Bizarro, uma das cinco maiores distribuidoras no segmento de velas de aniversário e lançadores de confetes, que comprova esse entusiasmo do mercado, ao registrar um crescimento anual em torno de 20% a 25%. “Começamos em 2002, numa sala de 90m2, oferecendo inicialmente dois produtos – Florivela e Arcovela. Hoje, temos um mix com mais de 40 produtos, um galpão com 900 m2 na cidade de São José (SC) e mais de 2000 clientes espalhados pelo Brasil – lojas de festas, papelarias, supermercados, atacadistas, organizadoras de eventos e bufets. Além de atendermos a todo o mercado interno, já exportamos para Espanha e Portugal e, no momento, estudamos futuras parcerias para ampliar exportações”, conta Ilan Reznik, diretor da Mundo Bizarro.

Buscando o que há de mais avançado no mercado internacional, a empresa procura trazer e oferecer aos clientes, produtos exclusivos e inovadores. Vale destacar a Florivela Musical, primeiro produto da Mundo Bizarro, que é uma vela com formato de flor e inúmeros efeitos diferenciados, como cascata de estrelas, pétalas da flores se abrindo e a canção de feliz aniversário. “Fomos os primeiros a lançar esse produto no Brasil, e ainda hoje é nosso carro-chefe”, afirma o diretor.

“Mesmo trabalhando com produtos que não são de primeira necessidade, conseguimos enfrentar a crise econômica do ano passado, atingindo nossas metas iniciais, o que comprova que o povo brasileiro gosta de celebrar, mesmo em épocas difíceis. Nosso pico de vendas fica por conta das festas de final de ano e do Carnaval, épocas nas quais aumenta a demanda por nossa linha de lançadores de confete, que vêm com selo do Inmetro de segurança de artigos para festas.”, completa Ilan.

Percebendo o sucesso da Florivela Musical e sabendo que o Brasil é o país do futebol, a Mundo Bizarro elaborou um produto exclusivo e patenteado pela empresa: a Bolavela. O produto tem o formato de uma taça de futebol, que revela uma bola em sua abertura. E as novidades não param por aí. A empresa tem projetos de lançar produtos inovadores na 15ª Toys, Parties & Christmas Fair que prometem renovar a maneira de se comemorar as festas no Brasil.

Fogos Júpiter vai lançar pelúcia nas próximas festas sazonais

Alguns países do hemisfério norte conservam a cultura dos shows pirotécnicos, pelo espetáculo propriamente dito. São os chamados Fireworks. Em dia de Fireworks, as pessoas dirigem-se às margens de um lago ou praia e ali assistem ao show. No Brasil, utilizamos a queima de fogos em sinal de comemoração. As datas mais comuns para esse tipo de cerimônia acontecem nos meses de junho e julho, nas festas juninas, e no fim do ano, durante as festas de Reveillon. Nessas ocasiões as lojas de fogos de artifício esvaziam os estoques, pois a demanda é sempre muito alta.

Uma das principais distribuidoras de fogos de artifício no Brasil é a Fogos Júpiter. Uma das líderes mundiais nesse segmento, a empresa, que nasceu na Argentina, foi fundada no Brasil em 1999, instalando-se no estado de Minas Gerais. Hoje, está sediada na cidade paulista de Santa Isabel, local em que mantém o escritório central e o depósito de onde saem os produtos distribuídos para todo o país, por meio de seus representantes. Além dos artigos de pirotecnia, a empresa também trabalha com vasta linha importada de enfeites natalinos e para festas. Sua clientela é formada em grande parte por atacadistas, varejistas e lojistas.

“Sentimos que o mercado de festas sazonais está crescendo gradativamente, porém de forma firme. Muito desse crescimento do mercado deve-se aos avanços tecnológicos, que foram bastante significativos no segmento pirotécnico, principalmente na parte de produção”, afirma Ruben Caneda, diretor comercial da Fogos Júpiter. “Aguardarmos com otimismo a oportunidade de expor nossos lançamentos na 15ª Toys, Parties & Christmas Fair, ocasião na qual faremos contatos com potenciais clientes, além de oferecermos as novidades que buscamos no exterior ao mercado brasileiro”, completa o diretor.

Um dos carros-chefes da empresa são as chamadas “tortas”, que são uma espécie de bateria de fogos de artifício, que já vêm montados de forma que o usuário precise apenas acender o pavio principal. Responsáveis por verdadeiros shows pirotécnicos, as “tortas” fazem muito sucesso em todas as comemorações, com maior demanda na época do Reveillon. Outra novidade que será lançada na feira é o lança-pelúcia. Trata-se de um lançador de confete que carrega também pequenos bichos de pelúcia em seu interior, que são lançados para fazer a festa dos participantes.

 Nem só de coelhos e ovos vive a Páscoa

A mais tradicional das festas sazonais, a Páscoa, também está anunciando evidências de mudanças em sua forma de representação. No mercado já podemos encontrar as mais diversas opções de enfeites e cores, incluindo até mesmo outros animaizinhos decorativos, além dos tradicionais coelhos e ovos. Essa é a aposta da Cromus Embalagens incrementar as vendas deste ano. Uma das inovações da empresa é o lançamento de tendências internacionais, apresentadas em seu catálogo de produtos: o Espaço Tendência. Desenvolvido com base em pesquisas no exterior, algumas das tendências apresentadas são:

 Cores

As cores para a Páscoa 2010, são o roxo, lilás, pink, rosa, laranja, verde e amarelo.  Essa tendência está presente em diversas feiras internacionais por meio de espaços conceito, design de catálogos, sites e comunicação visual dos mais diferentes e variados produtos. 

Galinha

Um novo personagem surgiu como tendência para 2010 – a galinha. Transformada num sofisticado item decorativo está inserida em decoração de ambientes, mesas, lojas e espaços conceito junto a ovos, coelhos e patos. A ave é representada em muitas cores em de peças de cerâmica, tecidos, móbiles, em resinas e pelúcias.

Patos, Sapos e Vaquinhas

Além dos tradicionais coelhinhos, a Páscoa está ganhando novos elementos e personagens para encantar principalmente as crianças, como patos, sapos e vacas decorativas, além das galinhas já citadas. Eles podem ser expostos junto a ovos coloridos na decoração ou até mesmo para presentear adultos e crianças.

Tecidos

De acordo com tendências internacionais os tecidos surgiram para estabelecer um novo conceito na hora de embalar, empregando leveza, sofisticação e personalizando o produto pela beleza de suas cores.

Matéria escrita por Rosângela Demetrio e publicada na revista Christmas News 30. Qualquer reprodução só poderá ser feita com autorização por escrito.



Brasileiros voltam de Chicago trazendo o prêmio Global Honorees
12/09/2009, 05:35
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Pepper vence etapa mundial do gia e é escolhida como uma das cinco lojas mais inovadoras do mundo

Os brasileiros, que foram a Chicago para assistir à entrega do Prêmio Global Innovator Award (gia), tiveram momentos de grande entusiasmo quando o nome da brasileira Pepper foi anunciado como uma das cinco vencedoras da etapa mundial. O evento aconteceu em 16 de março, na International Home & Housewares Show 2008.

O objetivo da premiação é identificar as melhores do mundo no setor de housewares, que atendam a critérios como: sucesso na operação, práticas empresariais inovadoras, variedade de produtos oferecidos, diversidade de técnica de merchandising e das promoções externas, qualidade no serviço de atendimento aos clientes e preocupação com treinamento dos funcionários.

A Pepper foi primeiramente eleita pela HG Casa para representar o Brasil na oitava edição do Prêmio gia, em Chicago, no qual concorreu com representantes de mais 22 países, eleitos no final de 2007. Esses 23 representantes de lojas estavam presentes para receber o Prêmio e, automaticamente, concorreram ao Global Honorees.

Um júri internacional, composto por três especialistas no mercado varejista e oito editores de publicações comerciais internacionais, selecionou os cinco vencedores, que foram as lojas: Schafferer (Alemanha); Taste (Austrália); Pepper (Brasil); Lafayette Maison (França); e Casa Palácio (México).

É um acontecimento raro haver lojas da América do Sul na disputa. O fato de uma brasileira ter vencido é motivo de muita satisfação para todos os envolvidos. “Receber este prêmio internacional é um reconhecimento gratificante por todo o trabalho que a Pepper aplica em suas ações, no intuito de oferecer produtos com design diferenciado, funcionalidade, qualidade comprovada, tudo isso avalizado pelo atendimento diferenciado de uma equipe motivada e extremamente capacitada”, declarou Michel Papescu, sócio da Pepper. Ele destacou a importância do evento para o posicionamento da marca junto ao mercado mundial. O local reuniu expositores e compradores do mundo todo, com o objetivo de conhecer os principais lançamentos do setor.

A personalidade forte da loja é evidente na disposição dos produtos, em seu telemarketing, nas vendas pela internet, em suas campanhas promocionais e no serviço de atendimento ao cliente. Recém chegada ao mercado brasileiro de varejo, com seis anos, a Pepper vem continuamente inovando seus métodos de trabalho para tornar-se uma referência no País.

Matéria publicada na revista HG Casa 44. Proibida reprodução.



Índia e China, gigantes da Ásia
12/09/2009, 05:20
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Os dois países ocupam posição de destaque no mercado internacional

A economia indiana vem surpreendendo os indicadores internacionais. Nas últimas duas décadas, mais especificamente a partir de 1991, quando foram implementadas reformas econômicas desenvolvimentistas, o mercado indiano vem apresentando um aquecimento constante e gradual, destacando-se, além da agricultura, a industrialização de alguns segmentos e o forte apelo do setor de serviços. Com a população total superior a 1 bilhão de habitantes, a Índia tem um mercado interno promissor, sendo a sua classe média a maior favorecida em termos de crescimento de poder aquisitivo.

A meta do governo é manter um crescimento econômico constante entre 6% e 8% ao ano. Uma característica particular da transição econômica tem sido a flexibilidade durante as crises estrangeiras. Em pouco mais de 15 anos, o país reverteu sua situação de devedor e passou a ser credor do FMI. Outros desafios: conter a taxa de inflação ao nível de um dígito, incentivar um maior desenvolvimento da produção agrícola e expandir a indústria em pelo menos 10% ao ano.

Houve algumas mudanças fundamentais na economia, nas políticas governamentais, na atitude do comércio e da indústria e no estilo de vida dos indianos. As empresas nacionais não temem mais a concorrência com as multinacionais; o fatalismo e o conformismo deram lugar ao otimismo e à ambição; a prosperidade e o sucesso passaram a ser valorizados como metas; os recém-formados não buscam mais a estabilidade do emprego público, mas enfrentam desafios no mercado de trabalho. Assim, e aos poucos, a Índia vem crescendo e aparecendo.

Entre os pontos fortes da economia indiana, destaca-se a agricultura, responsável por 20% na composição do PIB (2005-2006), com destaque para produção de chá, grãos, algodão, leite e cana-de-açúcar. O setor industrial, que participa com um índice de 19% do PIB (2005-2006), tem respondido bem aos fortes investimentos na área têxtil e conta inclusive com um ministério especialmente criado para tratar desse segmento, o Ministério da Indústria Têxtil e Confecção. Outro forte aliado da indústria indiana é o aço, que se beneficia por ter uma produção com os custos mais baixos do mundo. A indústria farmacêutica, por sua vez, promete atingir um recorde de faturamento em 2008 (hoje, a Índia é o maior produtor de medicamentos genéricos do mundo). Serviços como hotéis, transportes e comunicação (call-center) apresentaram crescimento de 11,3%, representando um porcentual de 61% na composição do PIB (2005-2006).

Quanto aos produtos mais exportados, destacam-se gemas e jóias, autopeças, tecidos, softwares, produtos químicos básicos, farmacêuticos e artesanato. O principal mercado está nos Estados Unidos e União Européia, além de China, Japão e Coréia. Em contrapartida, o país ainda precisa importar itens como gasolina e derivados do petróleo, eletrônicos, carvão, ferro, aço e adubos.

Relações intensificadas com o Brasil

 
Foto by Priyan Meewella

Foto by Priyan Meewella

O India Trade Promotion Organisation (ITPO) foi criado em 1992, como parte do programa de reformas para o desenvolvimento do país. Sua principal função é a promoção de negócios, buscando novas fronteiras e parceiros comerciais, com o intuito de aumentar as exportações dos produtos indianos. Seguindo essa linha de pensamento e com a segurança oferecida pelas condições promissoras apresentadas pela economia de seu país nos últimos tempos, o cônsul Yashwant Kumar Sharma, diretor residente do ITPO em São Paulo, destaca algumas vantagens em se fazer negócios com a Índia. Segundo ele, seu país apresenta um forte sistema judiciário; uma estrutura federal democrática; mídia independente; recursos humanos qualificados; abundância de recursos naturais; reforçada base industrial; governo estável e comprometido com um processo contínuo de reformas; retorno atraente e segurança aos investimentos estrangeiros; total repatriação de lucros e dividendos.

Ele destaca que, nos últimos anos, Brasil e Índia intensificaram suas relações bilaterais, com a ampliação do número de visitas presidenciais e diplomáticas, visando uma aproximação político-econômica. Igualmente empenhada nessa aproximação está a Câmara de Comércio Brasil Índia, que trabalha com afinco no sentido de promover, incentivar e auxiliar o comércio e os negócios entre os dois países. Esse bom relacionamento também abre portas para grandes empresas brasileiras, que têm encontrado na Índia boas condições para a produção e um grande mercado consumidor. A mineradora brasileira Gerdau, por exemplo, investiu US$ 71 milhões naquele país e os planos são de construir lá uma planta. Outras como Weg Motors, Stefanini, Metalfrio e Marcopolo também vislumbram oportunidades de projeção no mercado indiano.

China

Os últimos dez anos representaram para os chineses um crescimento sem precedentes. Reformas estruturais foram feitas, obras ligadas à telecomunicação, à rede viária terrestre, abertura de portos, geração de energia, favorecendo a produção industrial e a logística de exportação.

Diversos projetos foram implementados e desenvolvidos visando o crescimento do setor industrial chinês que, aliado à mão-de-obra abundante e barata, bem como aos vastos recursos minerais, propiciaram a atração de investimentos estrangeiros. Isso permitiu um rápido crescimento em todos os setores da economia.

A produção chinesa pode ser responsável inclusive pela queda no crescimento inflacionário de alguns países. Esse fato leva à constatação sobre a importância que a produção chinesa tem com relação à economia mundial, no combate à inflação.

Foto by Maria Elizabeth Ferreira

Foto by Maria Elizabeth Ferreira

Na indústria, a China tornou-se a maior potência do mundo contemporâneo em setores como o de computadores, eletrodomésticos e aço. Na mineração, é o maior produtor de carvão, assegurando dois terços de suas necessidades energéticas. Entretanto, nem tudo são flores para a economia chinesa. Seus maiores problemas são a irregular distribuição de mão-de-obra, o aumento da dependência de recursos energéticos externos (principalmente o petróleo) e a instabilidade política. O governo preocupa-se em manter a população em áreas agrícolas, pois os fortes apelos da indústria causaram notável êxodo para os grandes pólos, o que gera transtornos no abastecimento interno. Além disso, o povo chinês vem sofrendo com o racionamento de energia, pois todo esse desenvolvimento aconteceu rápido demais.

Cultura de trabalho

O empresário sino-brasileiro John Lu, diretor comercial do Grupo Translu’s, desmistifica o processo industrial chinês: “A China é um país que não tem por tradição, criar. Entretanto, os industriais fazem o possível para concorrer em diversos mercados e ganhar, reproduzindo com agilidade artigos que já existem, porém, a um preço menor.” Esse seria o grande diferencial que colabora em muito para o rápido desenvolvimento. Outra característica cultural, citada pelo empresário, mostra a dificuldade em se adquirir certificação ISO 9000 naquele país: “Uma das exigências é manter expediente de 44 horas semanais de trabalho. O trabalhador chinês, no entanto, não aceita trabalhar apenas por esse tempo limitado, ele quer trabalhar mais e ganhar pelas horas extras. Ele considera que só assim terá um bom futuro, atingindo o seu limite.”.

John Lu explica o sucesso da economia chinesa em relação aos demais países: “Hoje, o mundo é globalizado e existe um padrão de preço internacional para commodities. Suponhamos que para fazer uma lata de alumínio, a matéria-prima bruta custe US$ 1.00. Para ser produzida nos Estados Unidos custará US$ 2.00, pois eles têm o custo de produção mais elevado. Depois de pronta, eles precisarão vender a lata por US$ 4,00. Se a mesma lata for produzida em território chinês, o custo de produção será de 1,10 dólares. Somando isso aos impostos de importação para os Estados Unidos, a lata chegará lá por um custo de US$ 1.20, dando assim condições aos americanos de vendê-la por US$ 2.50. Ou seja, o preço final do produto produzido e importado da China é inferior ao valor da produção no país americano. Esse processo caracteriza a importação da mão-de-obra chinesa.”.

Contagem regressiva

A China está contando os dias para que duas situações muito importantes se realizem. Os Jogos Olímpicos de 2008, oficialmente conhecidos como os Jogos da XXIX Olimpíada, serão realizadas em Pequim de 8 a 24 de agosto deste ano, com a cerimônia de abertura marcada para acontecer às 8h08 da noite em 8 de agosto de 2008 (o oito significa prosperidade na cultura chinesa). Como isso vem repercutindo na economia da China? Apesar dos pesares – manifestações populares e discussões políticas –, o progresso é evidente.

A indústria da construção civil está funcionando a todo o vapor devido às obras necessárias para abrigar os atletas. O país investiu bastante em tecnologia, levando para lá pessoas capacitadas, designers e arquitetos famosos, a fim de desenvolver projetos arrojados e construir uma vila olímpica de última geração. Todos esses investimentos públicos e privados mobilizam a população em torno do evento, aumentando a expectativa para o início dos jogos.

Uma outra questão importante para o progresso e desenvolvimento econômico chinês é a usina das Três Gargantas. Construída no rio Yangtse, o maior da China, a usina das Três Gargantas teve suas obras iniciadas em 1993 e quando estiver totalmente pronta, em 2009, suas 26 turbinas deverão gerar 18.200 megawatts, ultrapassando a capacidade de Itaipu, a maior usina hidrelétrica já construída. Com a conclusão do projeto, a central vai produzir anualmente 84,7 bilhões de quilowatts e proporcionar energia elétrica para sete províncias e municípios, aliviando a situação tensa no abastecimento na região.

Segundo o governo de Pequim, além da geração de energia, Três Gargantas terá também a função da prevenir enchentes e facilitar o transporte fluvial, pois também serão construídos 40 portos ao longo do rio.

Atendendo à necessidade de uma barragem com altura de 175 metros, mais de 20 distritos, por onde passa o rio Yangtse, ficarão submersos, uma área de 28 mil hectares desaparecerá e, conseqüentemente, mais de um milhão de pessoas serão transferidas para outras regiões. O custo total do projeto é estimado em 24,5 bilhões de dólares. Trata-se de uma obra sem precedentes na história.

Assim, um país que experimentou a mais notável transformação do planeta, se torna uma superpotência mundial e passa a fazer parte do planejamento econômico da maioria dos países do globo. É a força de um gigante asiático.

Proibida reprodução desta matéria sem autorização da autora, Rosângela Demetrio