Rosangela Demetrio


O grafeno veio para ficar

Grafeno… Quando ouvi esta palavra pela primeira vez, logo associei a grafite, lápis, ponta de lápis. Frágil? Imagina. O grafeno é sim grafite, mas está longe de ser frágil.

O grafeno está sendo considerado o material bidimensional mais fino e resistente do planeta. Duzentas vezes mais resistente que o aço, leve, transparente e flexível, além de ser um excelente condutor de eletricidade e calor, o grafeno poderá revolucionar a indústria e ser utilizado em breve em áreas, como: defesa, eletroeletrônicos (telas finas para touch screen), semicondutores, de produtos como plástico ou látex, de televisões e smartphones, com displays flexíveis e transparentes, até na área de membranas com aplicações na desalinização da água do mar ou na área médica.

Mas o que é o grafeno? É basicamente uma película fina de grafite que possui uma estrutura hexagonal de átomos, que o transforma numa camada de carbono. É uma questão de química. O mesmo grafite frágil do lápis, se transforma num material altamente resistente e muito fino. Imagine que três milhões de camadas de grafeno, uma sobre a outra, medirão 1 milímetro de altura no total. É muito fino, além de transparente, flexível e resistente.

Com tantas vantagens, o material está recebendo atenção da comunidade científica brasileira. Grupos de pesquisadores têm estudado o grafeno e seu leque de utilidades tem sido cada vez mais amplo.

Devido a essas possibilidades, foi inaugurado em março deste ano, um centro de pesquisa com a finalidade de estudar e desenvolver grafeno de alta qualidade. Segundo pesquisadores envolvidos no projeto, o grande desafio está em produzir grandes quantidades de grafeno de alta qualidade.

Esse centro de pesquisa em grafeno, o primeiro da América Latina, fica em São Paulo, no campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Trata-se do MackGraphe Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias. O projeto é uma parceria do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie e conta com o apoio da Fapesp para desenvolver as pesquisas que envolvem materiais bidimensionais e exploram as propriedades do grafeno, precursor da família desse tipo de materiais.

A espessura de um átomo e a flexibilidade são vantagens que atraem o setor industrial. Já imaginou poder dobrar um celular sem danificá-lo? Devido a sua alta capacidade de condução de energia, o recarregamento de baterias de smartphones e tablets à base de grafeno será muito mais rápido, algo em torno de 15 minutos. Será a própria demanda industrial que vai forçar o desenvolvimento de pesquisas para a melhor utilização do óxido de grafeno, com melhor qualidade.

Para informações mais detalhadas, acesse o site: http://canaltech.com.br/materia/produtos/grafeno-conheca-o-material-que-vai-revolucionar-a-tecnologia-do-futuro-25436/

Rosângela Demetrio é jornalista e tem um blog com seus artigos publicados: https://rosangelademetrio.wordpress.com

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