Rosangela Demetrio


Proteína de planta brasileira inibe progressão do câncer de mama triplo-negativo
09/10/2018, 07:58
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Elton Alisson, de Bruxelas (Bélgica) | Agência FAPESP – Um dos tumores mais agressivos e para o qual houve menos avanços no desenvolvimento de terapias nos últimos anos, o câncer de mama triplo-negativo ainda não conta com um tratamento específico e um agente que consiga combatê-lo.

Uma proteína extraída de sementes de árvores da espécie Enterolobium contortisiliquum – conhecida popularmente como tamboril ou orelha-de-macaco – pode ser a esperança para o tratamento dessa doença, no futuro.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constataram durante um estudo, apoiado pela FAPESP, que a proteína é capaz de inibir a migração e a metástase de câncer de mama triplo-negativo e de outros tipos de tumor, como o gástrico e o de pele (melanoma).

Os resultados foram apresentados por Maria Luiza Vilela Oliva, professora da Unifesp e coordenadora da pesquisa, em palestra na FAPESP Week Belgium. O encontro, que está sendo realizado em Bruxela, de 8 a 10 de outubro,  reúne pesquisadores brasileiros e belgas com o objetivo de estreitar parcerias em pesquisa.

“Constatamos que a proteína inibe a invasão, a proliferação e a metástase de tumor de mama triplo-negativo em testes in vitro [em células] e, no caso do melanoma, tanto em modelo in vitro como in vivo [em animais]”, disse Oliva à Agência FAPESP.

Denominada Enterolobium contortisiloquum inibidor de tripsina (EcTI, na sigla em inglês), a proteína foi isolada por Oliva durante seu doutorado, no final da década de 1980.

A partir daquela época a pesquisadora começou a tentar isolar de sementes de leguminosas da flora brasileira outras moléculas inibidoras de proteases – enzimas capazes de quebrar as ligações peptídicas de outras proteínas.

Essas enzimas estão envolvidas em diversos processos biológicos, como inflamação, hemostasia (prevenção e interrupção de sangramentos e hemorragias), trombose e desenvolvimento tumoral, além de outros processos que envolvem microrganismos patológicos, explicou Oliva.

“Temos estudado os efeitos fisiopatológicos dessas proteínas isoladas de leguminosas em alguns tipos de câncer na tentativa de descobrir novos agentes que possam, se não curar, ao menos ajudar a entender a patologia dessas doenças”, afirmou.

Além de isolar, os pesquisadores têm conseguido determinar a estrutura dessas proteínas, modelá-las e obter peptídeos sintéticos a partir delas.

As análises dessas moléculas em diferentes modelos fisiopatológicos, como de inflamação, trombose e tumor, tanto in vivo como in vitro, indicaram que, além de antitumoral, elas apresentam propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana e antitrombótica.

“O tumor, a inflamação e a trombose são patologias que estão de certa forma interligadas, porque às vezes o paciente com câncer pode morrer não por causa da doença, em si, mas em decorrência de um quimioterápico que pode levar ao desenvolvimento de uma trombose”, avaliou.

Além de ter ação antitumoral, a proteína EcTI, que foi patenteada, também demonstrou ser capaz de inibir a trombose arterial e a venosa, afirmou a pesquisadora.

Reprodução na íntegra de matéria veiculada pela Agência FAPESP – 09/outubro/2018 – http://agencia.fapesp.br/proteina-de-planta-brasileira-inibe-progressao-do-cancer-de-mama-triplo-negativo/28898/

 

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Empresas brasileiras investem em produtos com certificação halal para atender à comunidade muçulmana no mundo
18/06/2018, 16:12
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A busca por produtos halal tem aumentado a cada ano no mundo. De acordo com um recente relatório de pesquisa de mercado – publicado pela Transparency Market Research – o mercado halal deverá crescer a uma taxa CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de 16,2% no período entre 2016 e 2024.

Em 2016, de acordo com o PEW Research Center, o valor de mercado global dos produtos halal totalizou aproximadamente US$ 45,3 bilhões de dólares e deverá aumentar em aproximadamente 29% em 2020.

O mercado mundial de produtos halal tem sido regionalmente segmentado na América Latina, América do Norte, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África e Europa. Devido à presença de um grande número de fabricantes certificados e grande base da população muçulmana, o mercado mundial de produtos halal na Ásia-Pacífico é projetado para ter um impacto positivo sobre o desenvolvimento global do mercado mundial de produtos halal no futuro próximo. Do ponto de vista do país, os EUA, o Brasil e a Índia são alguns dos exportadores mais importantes de produtos halal. O mercado de produtos halal nas regiões do Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico representou cumulativamente mais de 80% do mercado global em 2015.

O Brasil é referência mundial e atualmente exporta para 57 países islâmicos, sendo 22 países árabes. Estima-se que a economia Halal global atinja a marca de US$ 6,4 trilhões este ano, acima dos US$ 3,2 trilhões contabilizados em 2012, conforme dados levantados pelo ESMA – Autoridade de Padrões e Metrologia dos Emirados Árabes.

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Foto divulgação fornecida por LN Comunicação

No mundo, a principal região para os produtos halal ainda é a do Pacífico Asiático pela grande população mulçumana. Os principais participantes do mercado que operam no mercado internacional de produtos halal podem ser distinguidos pela indústria de uso final que atendem. Além de alimentos e bebidas, os produtos halal foram concebidos para encontrar aplicações em vários outros setores, como produtos farmacêuticos, suplementos alimentares, cosméticos, produtos de higiene pessoal e padaria.

A Cdial Halal tem certificado diversos produtos para inúmeros países, como: colágeno, ácido lático, sucos, óleo, gelatina, amendoim, manteiga de cacau, soja, chocolate, doces, bolos, biscoitos, óleo de semente de algodão, glicerina, produtos químicos, de limpeza e fármaco. “Há um grande mercado para ser explorado. O Brasil é um dos países com mais habilidade e produtos de qualidade para serem exportados aos muçulmanos em todo o mundo. O processo de certificado é rápido desde que a empresa – em busca da certificação – esteja de acordo com as normas solicitadas. É uma grande oportunidade para as empresas brasileiras”, comenta o diretor-executivo da Cdial Halal, Ali Saifi.

Só para deixar claro, Halal é uma palavra árabe para “permissível” e é frequentemente usada para se referir a comida e bebida que são aceitáveis para os muçulmanos consumirem sob a lei islâmica. Especifica quais produtos alimentícios são permitidos e como prepará-los. Por exemplo, animais halal incluem cabras, ovelhas, vacas e galinhas. A carne de porco é considerada “haram” ou proibida.

Fonte: LN Comunicação e Assessoria de Imprensa da Cdial Halal – referência global em Certificação Halal. Saiba mais www.cdialhalal.com.br



Veja pelo lado bom…
30/05/2018, 08:56
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Poluição em São Paulo diminuiu pela metade com greve dos caminhoneirospolui menor

Fonte: Agência Fapesp (http://agencia.fapesp.br/poluicao_em_sao_paulo_diminuiu_pela_metade_com_greve_dos_caminhoneiros/27927/)



Estudo da USP apresenta Zika vírus com enfoque benéfico
27/04/2018, 08:27
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Fonte:  Agência Fapesp   http://agencia.fapesp.br/zika_elimina_tumor_humano_avancado_no_sistema_nervoso_/27676/



Aprenda online
07/03/2018, 08:49
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Caros Leitores,

Faço esta postagem, indicando esta matéria da BBC, porque realmente os cursos valem muito a pena. Achei que seria uma ótima dica para quem quer aprender em inglês, cursos de excelência.

http://www.bbc.com/portuguese/geral-42146764

aprenda online



Baruzzi pelo olhar do índio
06/03/2018, 18:24
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Por Rosangela Demetrio

“O Baruzzi é nosso pai. Ele e o Orlando. Nós estamos aqui hoje por causa deles. Antigamente, a gente ia acabar. Muita doença, sarampo. Muita gente morreu. Depois quando o Orlando trouxe o Baruzzi, ele trouxe as equipes e as vacinas. Hoje, você pode ver quantas crianças estão correndo por aí na aldeia. A gente cresceu na mão de vocês, da Escola Paulista, na mão do Baruzzi.”

A fala acima é do Takuman, um importante pajé Kamaiurá do Alto Xingu, e reflete o pensamento de todas as etnias presentes no Kwaryp em homenagem ao Professor Baruzzi, realizado na aldeia Kamaiurá, no Parque Indígena do Xingu, nos dias 5 e 6 de agosto passado. Demonstra também a importância conquistada por um homem branco, médico e professor que, por 50 anos, representou a esperança para aqueles povos.
“Somente dois caraíbas (como somos chamados pelos Kamaiurá) foram homenageados com a realização de um Kwaryp: os dois grandes amigos Orlando Villas Boas e Baruzzi”, relata Douglas Rodrigues, chefe da Unidade de Saúde e Meio Ambiente/Projeto Xingu.
“Ver a homenagem dos índios ao meu pai, foi algo muito especial para nossa família. Nossos filhos, meus e de meus irmãos, ficaram surpresos de ver o carinho, a importância e a deferência com que os índios se referiam a meu pai e à marca que ele deixou entre eles. Os depoimentos e as histórias contadas por eles nos emocionaram e ver escrito nas costas do índio Mutuá “OBRIGADO BARUZZI,” durante o ritual de dança, foi muito tocante para nós.
A cerimônia cheia de simbolismo, cantos e choros deu significado às nossas saudades e tristeza, e também conforto, pois no dia seguinte, de acordo com o ritual, a alma sai do tronco e segue seu caminho e não se chora mais. Agora está em paz!
Pudemos sentir que o Xingu e o convívio com os índios é de fato, apaixonante. Muitos depoimentos dos “brancos”, Prof. Acary, Douglas, Prof. Belfort, Prof. Paulo Pontes entre outros, mostraram a marca do Projeto Xingu em suas vidas, foi lindo ouví-los e sentir um pouco da presença do meu pai em suas histórias.
Dá para entender hoje porque meu pai se dedicou de corpo e alma a este trabalho e o tornou a sua missão de vida. E até sua morte foi conduzida pelos espíritos índios, pajelança realizada no hospital e a morte na mesma noite.
Nós, filhos, só temos a agradecer por todo exemplo de dedicação e amor. OBRIGADA PAI”, descreve a filha, Márcia Baruzzi.



Um vírus capaz de transformar o mundo

Nos últimos meses, tenho ficado cada vez mais assustada e triste com as notícias da área médica, que relatam o poder de destruição do vírus Zika. É muito difícil aceitar que um mosquito transmita um vírus para uma determinada gestante e, por causa desse vírus, uma criança tenha seu mundo totalmente transformado em algo que ainda não sabemos qual será o resultado final, mas que certamente terá uma evolução muito diferente das crianças não afetadas.

Crianças com microcefalia vão marcar uma geração inteira. Isso é uma lástima. Como será o futuro dessas crianças? Até que idade sobreviverão na esperança de dias melhores? O governo precisa investir tudo que for necessário em pesquisa e no combate a esse mosquito que veio para causar danos irreparáveis ao ser humano.

E não é só a questão da microcefalia que está preocupando as autoridades médicas. Pesquisas sobre o Zika têm sido feitas em diversos lugares do mundo. Segundo a Agência Fapesp de notícias, estudos recentes abordaram o caso de um bebê nascido sem microcefalia, mas com severas lesões cerebrais e na retina, causadas pelo vírus. O estudo em questão foi realizado por cientistas da Unifesp – Universidade Federal de São Paulo e da Fundação Altino Ventura, de Pernambuco. A criança nasceu com tamanho e peso considerados dentro do esperado, mas, alguns dias após, revelou um quadro anormal, começando a ter convulsão e tendo de voltar ao hospital. Após exames, foi detectada calcificação cerebral, além de aumentos dos ventrículos e lesão grave na retina, semelhante àqueles encontradas em bebês com microcefalia.

Que caso intrigante. A mãe não teve sintomas do Zika na gestação e o bebê nasceu sem a microcefalia. Até aí, tudo indicava normalidade dessa criança. Entretanto, isso não impediu o ataque silencioso do vírus. Apesar das aparências, o bebê teve complicações importantes que afetarão rigorosamente a sua vida e para sempre. É com se o mundo dessa família tivesse desabado.

A minha questão é: será que, se fosse detectado o vírus Zika na gestante antes do parto, esse bebê poderia ter sido tratado e o vírus combatido? Ou isso não faria diferença? Talvez a inclusão de um teste no pré-natal pudesse ajudar nessa guerra contra o vírus.

Eu, como leiga, fico pensando e tentando achar uma solução, mas o que posso fazer de concreto é apresentar minha preocupação e tentar sinalizar para o governo que precisamos de mais investimentos em pesquisa. A verdade é que estamos engatinhando nesse guerra contra o Zika. Onde vamos parar?

A reportagem da Agência Fapesp sobre o bebê pode ser acessada na íntegra pelo link: http://agencia.fapesp.br/confirmado_caso_de_bebe_sem_microcefalia_com_lesao_cerebral_e_ocular_causada_por_zika/23339/

Rosângela Demetrio é jornalista e tem um blog em que divulga seus artigos: https://rosangelademetrio.wordpress.com