Rosangela Demetrio


A importância da embalagem no processo logístico
12/09/2009, 05:55
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Mais do que uma simples caixa para transporte, a embalagem ganha importância na cadeia produtiva

A embalagem é uma das principais ferramentas de comunicação da marca, pois carrega sua imagem e deve conjugar forma, volume e cores, estabelecendo um vínculo visual e emocional com o consumidor. Além disso, ela protege o produto até o consumidor final. Geralmente deixada a cargo dos profissionais de marketing, que se preocupam com a aparência atrativa de cada item, ela é fundamental em todo o processo logístico do produto, pois seu uso ineficaz pode acarretar devolução de carga, avarias por quebra ou umidade no transporte e aproveitamento inadequado do espaço dentro do contêiner ou da carreta. O custo de transporte está diretamente ligado ao dimensionamento da embalagem, sendo mais relevante em situações de exportação.

“Este é um assunto importante e merece ser administrado com alto grau de profissionalismo. A embalagem deve ser avaliada e questionada continuamente, pois pode inclusive promover redução de custos, especialmente quando o produto é de alto consumo”, afirma José Maurício Banzato, diretor da IMAM Consultoria. “Nos últimos 10 anos, as leis e os regulamentos, os novos produtos, a globalização das tecnologias e o aumento da competitividade aceleraram o processo de modernização desse segmento, que é essencialmente uma atividade “business-to-business” e um enorme sistema, que envolve desde as matérias-primas até o descarte do material usado. O ideal é projetar produtos que utilizem a menor quantidade de embalagem e que esta seja reciclada ao menor custo”, completa o diretor.

Pensar a embalagem como um item gerador de benefícios na apuração final dos custos é um processo cada vez mais valorizado pelo mercado. Afinal, é preciso conjugar, de um lado, o varejista, fazendo pedidos complexos e exigentes, e do outro, o fabricante, que precisa controlar seu orçamento e ao mesmo tempo atender à demanda e aos prazos de entrega. A tarefa de “fazer o meio de campo” fica por conta do setor de distribuição, que precisa dispor de conhecimentos técnicos em logística de última geração para implantar redes viáveis e competitivas que atendam tanto às necessidades da fábrica quanto ao mercado de varejo.

Isso vem comprovar que a embalagem tem um papel estratégico no processo logístico, devendo ser considerada por todos os envolvidos na cadeia de produção. Além da preocupação com os critérios e padrões de qualidade, as tendências e os anseios do mercado por novidades, a maioria dos designers de produtos já tem essa visão globalizada. Para a designer Gértri Bodini, da DG+ Design, o trabalho deve ser de equipe: “Procuramos atuar em conjunto – marketing e logística –, para desenvolver embalagens com formatos apropriados, sempre visando preencher o maior espaço possível dentro das caixas. Se for necessário desmontar uma panela, virar a tampa, dobrar o cabo, otimizando o espaço nas caixas, faremos isso, sem deixar de observar as características regionais do destino”.

Desta forma, o profissional responsável pelo projeto da embalagem precisa se inteirar de todas as peculiaridades do que será embalado. Isso inclui: conhecer a resistência do produto a choque mecânico (queda), pressão, temperatura, fragilidade, a composição dos materiais, se ele é corrosivo, explosivo ou inflamável, preparando-a inclusive para as condições ambientais de luz, temperatura e umidade, desde sua produção até o descarte pelo cliente final. Além disso, ele deverá conhecer também como será o processo de armazenagem, o manuseio, a identificação para controle, a movimentação da carga, a distribuição e a forma de entrega, que pode ser por vários modos de transporte: rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial, aéreo ou misto.

Somente após o estudo detalhado de todos esses itens, o designer poderá desenvolver adequadamente a embalagem que melhor se adapte física e economicamente ao processo de logística de determinado produto. Também é importante ressaltar que cada país possui uma legislação própria, que deve ser levada em consideração, principalmente se a intenção da empresa é destinar o produto à exportação.

A exposição do produto no PDV

O designer Christian Machado, diretor executivo da Bertussi Designdustrial, chama atenção para outro item a ser contemplado pelos profissionais envolvidos: a forma de apresentação do produto no ponto-de-venda. Ele acredita que o sucesso do produto está diretamente associado à sua adequada e sedutora exposição no momento de decisão da compra. “Alguns artigos carecem de contato físico, sendo inadequadas embalagens que apresentem barreiras ao contato manual. Já outros precisam de suportes visuais que exemplifiquem os potenciais usos ao consumidor, sendo neste caso a embalagem a principal ferramenta de comunicação disponível ao fabricante.”

Para Gisela Schulzinger, coordenadora do Comitê de Design da Associação Brasileira de Embalagem, “as tecnologias utilizadas pelo setor estão cada vez mais avançadas, sempre visando atender às necessidades e aos anseios do consumidor, em linha com a realidade de consumo, não só em termos de praticidade, mas em termos de custos”. Ela também acredita que para o sucesso total do projeto, é importante o marketing dispor de informações desde a fabricação do produto até a sua venda final, incluindo as condições no PDV.

Hoje, o mundo se volta para o uso de embalagens recicláveis. Empresas no mundo todo deparam-se com barreiras legais sobre a natureza e o descarte de cada caixa ou recipiente. Segundo Gisela, “a grande maioria dos fabricantes de embalagens, de alguma forma, está envolvida com sustentabilidade, reciclagem e projetos de melhora do processo de interferência no meio ambiente e conscientização do consumidor, investindo pesado nessa área”. Outro fator interessante, que ganhou relevância com a globalização, é a simbologia – o significado das cores, dos nomes e dos números. Na China, por exemplo, embalagens contendo quatro unidades de um artigo não são bem-vindas, pois o quatro é um número ruim para os chineses e eles podem até mesmo devolver a carga. Em diferentes partes do mundo, algumas cores e determinados números são encarados positiva ou negativamente, refletindo características da cultura e das crenças de cada povo. Mais um item a ser considerado no processo logístico.

Matéria publicada na revista HG Casa 46. Proibida a reprodução.

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Linha Il Rame da Ballarini posiciona panelas de cobre no mercado de luxo
12/09/2009, 04:42
Filed under: Design, Matérias

Reconhecida mundialmente pela qualidade de suas peças, a Ballarini chega ao Brasil pela Full-Fit Importadora.

O luxo e o requinte das panelas da linha Il Rame da Ballarini, distribuídas no Brasil pela Full-Fit Importadora, reforçam o prazer de cozinhar.  No corre-corre da vida atual, as pessoas muitas vezes não têm tempo suficiente para dedicar ao preparo das refeições. Assim, qualquer oportunidade de aproveitar esses raros momentos para deleite e realização pessoal é válida. É como um resgate da satisfação pela boa mesa, do cuidado em servir refeições feitas em casa, nas quais os ingredientes principais passam a ser o amor e a dedicação.

Divulgação Ballarini

 Foi baseada nessa essência que a Ballarini desenvolveu a linha Il Rame, lançada em 2004 na Triennale di Milano, exposição internacional de arte, design e arquitetura moderna, na Itália. O conceito evoca um retorno aos tempos antigos, em que se cozinhava com a pureza dos ingredientes, a celebração dos encontros familiares e de amigos. A fábrica italiana acredita que um retorno aos costumes naturais de cozinhar corresponde amplamente à necessidade do consumidor moderno, inclusive os mais exigentes.

A história da utilização do cobre em utensílios de cozinha pela Ballarini remonta aos anos 1930. Fundada em 1889, a fábrica italiana aderiu ao rame (cobre em italiano) em 1931, introduzindo-o na produção de potes, panelas e itens de decoração. Artigos nesse material sempre foram considerados mais vistosos, decorativos e com uma grande vantagem com relação aos produtos feitos em alumínio, aço inox e vidro temperado, por exemplo: a economia no consumo de energia e tempo no cozimento dos alimentos. Por ser o cobre um excelente condutor, ele não só distribui uniformemente o calor em toda a base da panela, como o retém por mais tempo.

A partir da Segunda Guerra Mundial, desenvolveram-se siderúrgicas de metais mais leves, como o alumínio, cuja utilização foi bastante difundida na época, colocando o cobre num período de desuso momentâneo na fabricação de artigos para cocção. Projeto guardado, mas não esquecido. Mesmo o alumínio apresentando algumas facilidades na fabricação dos utensílios domésticos, o cobre continuava a fazer parte do universo nostálgico da Ballarini.

Na década de 1960, surgiu uma demanda mais intensa pela produção de artigos com revestimento antiaderente. O conceito de praticidade tomava conta do universo feminino. Donas de casa modernas buscavam panelas fáceis de usar e de lavar. Neste caso, o alumínio se adaptava melhor ao revestimento Teflon e continuou a ser utilizado em larga escala. Em 1980, a Ballarini assinou um contrato com a DuPont para o uso do Teflon, o que lhe permite oferecer aos seus clientes todo um catálogo de artigos de alumínio revestidos com a camada antiaderente.

Novas gerações assumiram e dirigiram a fábrica, até que, em 2004, a idéia da utilização do cobre voltou com força total. O grande insight da Ballarini foi unir o alumínio ao cobre para se produzir uma peça única, que conjugasse as vantagens dos dois metais, e que ainda fosse devidamente coberta por uma camada de material antiaderente da melhor qualidade, criando um produto culinário próximo da perfeição.

Foram anos de estudos e pesquisas para conseguir produtos reconhecidos internacionalmente no mundo da gastronomia. Dois objetivos principais nortearam essas pesquisas: a estética – composta pelo apelo do cobre externamente, por ser um material nobre, belo e refinado; e a função – representada pela união do cobre ao alumínio, que é um material leve e prático, com o revestimento antiaderente Teflon Platinum DuPont de alta qualidade.

Divulgação Ballarini

 

 

 

 

 

 

Unindo o útil ao agradável

A combinação do cobre com o alumínio proporciona uma uniforme difusão de calor, otimizando o processo de cozimento. Nessa união de metais, o cobre é fundido e o alumínio é prensado, ou seja, o cobre é ligado por meio de calor e o alumínio é moldado a frio. Quando o alumínio é moldado sem a utilização de calor, ele libera menos substâncias tóxicas no ambiente, além de propiciar uma base sólida para a correta aplicação do revestimento interno antiaderente, evitando o aparecimento futuro de bolhas. Em processos comuns, devido ao aquecimento do alumínio, há uma liberação de gases tóxicos que aparecem em pouco tempo embaixo da camada antiaderente, prejudicando a qualidade do produto final. O revestimento utilizado pela Ballarini é o Teflon Platinum, material de última geração, reforçado com partículas minerais de alta dureza.

Hoje, a Ballarini detém 30% do mercado consumidor alemão e 25% do italiano e está numa posição confortável no seu segmento. Tudo isso é o resultado de muito trabalho e a certeza de oferecer ao mercado um produto de alta qualidade. E, para mostrar que acredita no que faz, a empresa dá garantia de 10 anos na linha Il Rame.

Os sete diferentes modelos da linha Il Rame atendem aos mais exigentes chefs de cozinha e aos mestres-cuca mais apaixonados pela culinária no mundo.  Esse tipo de panela é indicado para o preparo de carnes, sopas, grãos, peixes e verduras, que exigem grande dispêndio de tempo ao fogo.

Além de serem dotadas de design bonito e estilo atraente, as panelas são enriquecidas por alças ou cabo em latão, feitos à mão, completando um formato robusto. As vantagens do produto não param por aí: os produtos vêm em embalagem elegante e sóbria com caixa em papel especial, acompanhada por bolsa de pano, pegadores para cabo ou alça e manual de instrução, valorizando sua tradição.

Todos esses itens tornaram as panelas de cobre da Ballarini objeto de desejo de grande parte dos culinaristas em todo o mundo. O produto foi trazido para o Brasil pela Full-Fit Importadora que, desde sua fundação, em 1967, participa de feiras e eventos e garimpa pelo mundo os lançamentos, tendências e novidades para oferecer o que há de mais avançado em matéria de praticidade, funcionalidade e design aos seus clientes.

A Full-Fit oferece ao mercado cinco linhas da Ballarini: Il Rame, Titanio, Gli Speciali, Trevi e I Love Cooking. Cada uma delas é composta por vários modelos e diferentes características. Muitas vêm em caixas individuais, podendo ser adquiridas separadamente. Numa época em que a gastronomia alcança o mercado de luxo e requinte, peças de classe como os produtos da Ballarini tornam-se presentes criativos e muito bem recebidos em qualquer ocasião.

Testado pelo chef

As panelas de cobre da linha Il Rame da Ballarini foram testadas e aprovadas pelo renomado chef Manuel Coelho, que confirma as qualidades oferecidas pela união do cobre e do alumínio ao revestimento antiaderente. Em sua cozinha, é um produto indispensável. Ele destaca que “o grande desafio de quem leva a alta culinária a sério é otimizar tempo e qualidade. As panelas da Ballarini conseguem unir esses ingredientes, pois mantêm a temperatura elevada, de forma constante, tornando o cozimento dos alimentos rápido e eficiente”.

Manuel Coelho enfatiza que, com o crescimento do mercado gastronômico, as panelas nacionais melhoraram bastante e hoje podemos desfrutar de produtos de qualidade. Além disso, temos acesso a artigos importados, como as panelas da Ballarini, que vêm para somar em desempenho e beleza. Quanto ao quesito qualidade, ele dá uma dica: “Nem tudo que é preto é antiaderente e nem tudo que é antiaderente é Teflon”. Portanto, optar pela tradição da Ballarini é a garantia de utilizar um produto nobre, eficiente e de qualidade, sem dispensar o requinte e a elegância.

Quem é Manuel Coelho

Chef de cozinha e proprietário de restaurantes há 19 anos, Manuel Coelho cursou gastronomia no ICIF (Instituto de Culinária Italiana para Estrangeiros), no Piemonte, aperfeiçoando-se em gastronomia francesa. Atualmente, comanda a cozinha do Pellegrino Ristorante, voltada para um estilo de alimentação saudável e contemporâneo, com foco no sabor, na qualidade, e na bela apresentação dos pratos.

Ele ofereceu aos leitores da HG Casa, uma receita irresistível:

RISOTO DE COGUMELOS SELVAGENS

Ingredientes (para 4 pessoas):

300 g de arroz Carnaroli
1 litro de caldo de frango aquecido
150 g de parmesão ralado
100 g de manteiga
70 g de cogumelos paris
70 g de shitake
70 g de portobello
70 g de shimeji
½ cebola
50 ml de vinho branco
100 ml de azeite de oliva
Sal e pimenta do reino
Ramos de alecrim para decorar

Como fazer:

Corte os cogumelos em cubos, refogue-os separadamente, tempere com um pouco de sal e pimenta do reino. Reserve. Pique a cebola e reserve. Derreta a manteiga e doure a cebola. Acrescente o arroz e frite por alguns minutos. Em seguida, despeje o vinho branco e mexa. Ponha o caldo de frango aquecido aos poucos e mexa sempre, deixando cozinhar por volta de 12 minutos. Coloque os cogumelos, o parmesão, corrija o sal e a pimenta do reino. Desligue o fogo, acrescente a manteiga e misture bem. Decore com um ramo de alecrim e bom apetite!

Matéria publicada na revista HG Casa 44, escrita por Rosângela Demetrio. Fotos: divulgação Ballarini. Proibida reprodução.