Rosangela Demetrio


Revolução de gêneros é tendência no mercado de trabalho

Pesquisa realizada nos Estados Unidos revela que cresce o número de mulheres jovens, que consideram prioridade, atingir o topo dos organogramas das empresas e conquistar os maiores salários

O mercado de trabalho vem apontando uma revolução no tradicional papel feminino nas empresas. Mulheres mais jovens se firmam em posições de chefia, ultrapassando homens na mesma faixa etária e ocupando os cargos mais altos. O que se via até há alguns anos eram mulheres nos papéis de ótimas secretárias executivas, podendo conquistar posição de assessoras de diretoria, gerentes, entre outras categorias de média importância. Atualmente, é comum encontrar mulheres como CEOs de empresas brasileiras ou multinacionais, reitoras de universidades, comandantes, ministras e até presidentes ou vice-presidentes de grandes holdings.

A empresa americana de pesquisa Pew Research Center publicou índices que confirmam que 66% das mulheres jovens com idade entre 18 e 34 anos colocam a carreira profissional no topo de suas prioridades, enquanto que o mesmo acontece com 59% de homens na mesma faixa etária. Em 1997, o panorama era de 56% de mulheres jovens com tal prioridade e 58% de homens.

Nos últimos 15 anos, vem crescendo também a proporção de mulheres de meia-idade que também consideram de grande importância em suas vidas, a conquista de altos cargos e salários. A proporção nesta faixa etária entre homens e mulheres é de 42% (mulheres) para 43% (homens), enquanto que, em 1997 era de 26% (mulheres) para 41% (homens).

Essas conquistas não são e nunca foram fáceis para a maioria das mulheres que alcançam posições de destaque. Nem todas são filhas de ricos industriais ou herdam grandes empresas para administrar. Nem todas fazem bons casamentos, ou têm amigos que confiam-lhes cargos importantes. Muitas vezes, a vida não é justa e nem aquelas mulheres que mais estudam e se esforçam conseguem chegar lá. Então… como atingir o topo? A trilogia: Mulher, Trabalho e Educação talvez possa apontar revelações a serem consideradas.

Mas, por quê Mulher, Trabalho e Educação? A explicação não é simples, pois envolve percepção e sensibilidade. Mulher é um ser amplo, significa ter intuição para perceber qual o melhor caminho e qual a melhor postura nas tomadas de decisão. Sua visão holística lhe permite ter a amplitude necessária para coordenar,aliada a força interior, respeito às origens, bom senso, justiça, emoção e tantas características femininas. Trabalho é o ponto central, pois não existe sucesso sem trabalho, perseverânça, luta cotidiana, força de vontade e determinação. Educação abre portas. Ela é a base de tudo, é o início, a formação da personalidade que determinará se a pessoa será alguém de sucesso, ou não. Inclui-se aí humildade, tolerância, respeito ao diferente, resiliência e paciência para agir no momento certo. Talvez a resposta esteja na união de todos esses fatores.

Têm sido significantes as mudanças envolvendo a força de trabalho de homens e mulheres, ao longo das últimas décadas. Mais importante que estimular uma guerra dos sexos, acredito que seja incentivar a mudança de interesses a favor do ser humano de forma ampla. Uma mudança que prime pelo respeito e pela tolerância. Sabemos que o conflito de interesses sempre existirá, mas devemos procurar viver mais e melhor, mantendo um ambiente pacífico e harmonioso. Com isso, todos ganham.

Artigo publicado no Jornal Empresas e Negócios, em 23 de julho de 2013.

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