Rosangela Demetrio


Brasil faz diferença na África, gerando emprego

Africanos recebem empresas brasileiras de braços abertos, pois levamos trabalho e desenvolvimento para os países daquele continente

Durante toda a semana passada, a presidente Dilma Rousseff esteve em visita oficial ao continente africano, e principalmente aos países africanos de língua portuguesa, como Moçambique e Angola. Uma relação econômica que tem tudo para se fortalecer cada vez mais, pois traz vantagens para todos os envolvidos, principalmente para as populações locais.

Embora empreiteiras brasileiras, como Andrade Gutierrez, Camargo Correia e Odebrecht utilizem mão-de-obra local em seus projetos, elas também têm suas vantagens, pois ganham notoriedade e exportam projetos, consultora e matéria-prima nacional, trazendo divisas. 

Moçambique e Angola já contam com diversos projetos das empresas brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento às comunidades locais.  Diferente da China, que importa trabalhadores chineses para as suas obras, as brasileiras fazem a seleção da mão-de-obra lá mesmo. São aeroportos, estradas, casas populares: resultado de projetos desenvolvidos por empresas brasileiras em território africano. A Odebrecht, por exemplo, que possui 6 mil funcionários em Moçambique, é um dos maiores empregadores do país. Desses funcionários, 90% são contratados no próprio localmente.

Mas isso não é por acaso. O governo brasileiro está investindo na diversificação de parceiros comerciais, promovendo missões diplomáticas e dando apoio às empresas nacionais para que cresçam em direção à África e a outros continentes. Segundo um levantamento do Itamaraty, o Brasil tem hoje embaixadas em 37 das 54 nações africanas. Só quatro países têm mais representações na África do que o Brasil. São eles: Estados Unidos (com 49 missões), China (48), França (46) e Rússia (38).

Esse esforço diplomático tem dado bons frutos, visto que, segundo dados da BBC Brasil, em 2002, o intercâmbio do Brasil com o continente somava US$ 5 bilhões (cerca de R$ 8,7 bilhões); em 2008, passou para US$ 26 bilhões – quase metade dos US$ 56 bilhões do comércio entre Brasil e China em 2010. Nos seis primeiros meses de 2011, as trocas entre Brasil e África alcançaram US$ 17 bilhões (R$ 29,5 bilhões).

Além de o governo brasileiro patrocinar a construção de uma fábrica de remédios retrovirais, que deve ser inaugurada em 2012, mantém com Moçambique programas de cooperação agrícola. A mineradora brasileira Vale inaugurou naquele país sua maior operação no exterior – a mina de carvão em Tete, que já é a segunda maior mina de carvão a céu aberto.

Pode parecer um motivo pouco significativo, mas falar a mesma língua faz muita diferença e aproxima os povos, traz segurança de não ser logrado por vírgulas obscuras, conferindo relações de mais confiança entre os parceiros.

Artigo publicado no jornal Empresas & Negócios, em 25/outubro/2011.

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