Rosangela Demetrio


Será que o jeito é voltar às raízes?

Hoje, farei uma pergunta que é muito poucos podem responder. O que fazer quando todo mundo já tem o seu produto? Vender para quem se todos já compraram?

Perguntas assim, nos fazem imaginar que empresa seria essa de quem todo mundo já comprou. Mas é esta questão que os fabricantes de bonecas e bichinhos de pelúcia estão se fazendo. Isso porque a grande maioria das crianças do mundo civilizado já tem ao menos 10 brinquedos entre bonecas e bichos de pelúcia de vários tamanhos e com as funções mais malucas. Esse é o desafio da indústria de brinquedos. O que falta para ser inventado nesse segmento tão criativo, promissor e estruturado? A Disney em particular, que conta com um faturamento anual de aproximadamente US$ 25 bilhões, tem emitido licenciamentos poderosos para fortes parceiros, como a Zapf Creation e a Mattel. A companhia conta com um portfólio de 12 mil produtos e mantém 327 parceiros no Brasil, país que só perde no ranking dos principais licenciadores para os Estados Unidos. Segundo a Associação Brasileira de Licenciamento (ABRAL), o mercado nacional movimentou R$ 4,2 bilhões em 2010 e o faturamento do mercado local cresce a uma taxa de 5% ao ano. No entanto, mesmo um licenciamento que faça sucesso internacional, como é o caso da linha Hello Kitty, encontra fortes concorrentes como a Simba Toys. Haveria ainda alguma solução inovadora para alavancar as vendas?

No mercado de brinquedos, está em alta uma tendência de retorno ao clássico, aos brinquedos que não utilizam tecnologia como apelo de venda, mas sim a nostalgia e o apelo emocional. As bonecas fashion, por exemplo, mantêm-se num mundo à parte e ainda contam com um cantinho especial nos quartos das meninas do mundo todo. Novamente citando a Disney, um dos planos da empresa para este ano é aproximar o antológico Mickey Mouse dos brasileiros. O projeto é realizar turnês do camundongo, com shows de mágica e paradas com os principais personagens da companhia em grandes cidades do País.

A volta às raízes é um caminho interessante, comercialmente falando. É um movimento inverso, mas que tem dado certo também em outros segmentos, como é o caso das confecções de vestuário feminino, por exemplo, e para a indústria de móveis, que surpreendentemente conseguem emplacar os estilos “vintage” e “retrô”, com muita classe e reverência.

Artigo publicado no Jornal Empresas & Negócios, em 14/setembro/2011.

Anúncios

Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: