Rosangela Demetrio


Incluir um desastre no planejamento da empresa pode atenuar suas consequências

Como sabemos, um desastre não acontece sem aviso. No mundo dos negócios, o que ocorre é que muitas vezes não se quer perceber quando um desastre se anuncia

A maioria dos administradores concordam que nenhuma empresa pode se precaver completamente contra um desastre. Entretanto, o planejamento é um diferencial importante para sua sobrevivência. Um plano B, a previsão de crises e perdas, entre outras estratégias prévias são fundamentais nas horas mais difíceis.

A falta de informação é um dos principais motivos para que uma crise pegue empresários de surpresa, fazendo com o impacto dos riscos causem danos maiores. Quando acontece uma crise econômica, por exemplo, mesmo que esta seja do outro lado do mundo, certamente algum reflexo chegará até nós. O bom negociador deve estudar esses reflexos e suas consequências no mercado. E, principalmente, estudar soluções viáveis para a recuperação dos negócios. Essas consequências, mesmo sendo ruins, podem ser rebatidas ou até revertidas. Muitas vezes, um plano de marketing pode ser a solução mais adequada para a recuperação da imagem da empresa ou do produto em meio às turbulências. 

Outro aspecto importante é o tempo de recuperação. Quanto mais rápido se fizer a reestruturação do negócio, melhor. O tempo de inatividade, seja causado por um incêndio, inundação, tempestade ou desastres como o 11 de Setembro ou o furacão Katrina, deve ser o menor possível. Pelo menos o contato com os clientes deve ser feito o quanto antes. Uma boa ideia é a utilização da internet para isso. Uma loja física pode atender ao seu público, temporariamente, por meio de uma loja virtual. Essa estratégia promoverá uma grande parte dos negócios que seriam feitos in loco. Mas, para tornar isso possível, o arquivo de dados deverá estar preservado.

O primeiro passo na preparação de desastres, dizem os especialistas, é garantir que os documentos vitais para os negócios – as demonstrações financeiras, registros de funcionários, faturas, contas a pagar, raios-X, plantas, fotografias e outros registros – estejam segurados ou seguros. Isto é, se for possível utilizar uma cobertura feita por seguradora, ótimo. Caso contrário, pelo menos que esses documentos sejam digitalizados ou em último caso “xerocados” e guardados de forma segura e local apropriado. Uma ideia é prever um investimento financeiro em servidores de acesso remoto ou mesmo utilizar o cloud computing. A tecnologia é a grande aliada quando o assunto é recuperação de dados de forma mais fácil e com custos menores. Hoje, podemos contar com dezenas de serviços que podem ser usados para proteger e recuperar dados e sistemas perdidos, utilizando sistemas de backup online.

Proteger dados e informações pode ser mais simples do que parece. Para algumas empresas, a simples transferência da guarda de documentos armazenados em caixas de arquivo instaladas num porão para um mezanino, num imóvel que costuma inundar, já significa a prevenção de perdas.

Um plano de recuperação de desastres deve levar em conta a forma como a empresa vai se comunicar com seus clientes e funcionários durante um evento negativo em potencial.

Enfim, conhecer as possibilidades de desastres e ter um mapeamento e um planejamento para sobreviver a eles de forma favorável é um investimento sábio e deve ser levado em consideração.

Artigo publicado no Jornal Empresas e Negócios, em 06/julho/2011.

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