Rosangela Demetrio


Angola, um país de oportunidades

Cada vez mais promissora, a antiga colônia portuguesa atrai exportadores do mundo todo, interessados em seu mercado de consumo

Angola é hoje um país considerado de localização estratégica, economia dinâmica e grande potencial de consumo de bens manufaturados. Segundo projeção do Fundo Monetário Internacional para 2011, o PIB angolano ficará em US$ 110,06 bilhões, e o valor das importações gira em torno de US$ 15,8 bilhões.

Após um longo período de guerra civil (30 anos), Angola vive, desde 2002, sua fase de reconstrução, com grandes investimentos governamentais em infraestrutura e incentivos às exportações de petróleo para atrair capitais privados.

Uma das formas acertadas de penetrar no mercado angolano é participar da Filda 2011. Em sua 28ª edição, a Feira Internacional de Luanda (Filda) acontecerá entre os dias 19 e 24 de julho, e é considerada a melhor plataforma para a promoção de produtos no mercado angolano e uma porta de acesso a todos os mercados circunvizinhos. O Brasil terá um pavilhão de 700m2, com capacidade para abrigar 40 empresas. Os mercados que mereceram maior incentivo da Apex-Brasil foram: casa e construção; alimentos, bebidas e agronegócios; e máquinas e equipamentos. Porém, a feira abrange também os mercados de artigos pessoais, produtos químicos e farmacêuticos, veículos, máquinas e motores, e serviços.

As relações comerciais entre Angola e o Brasil se estabeleceram desde 1975, quando o País foi o primeiro a reconhecer sua independência de Portugal. Segundo estudos da Apex-Brasil, o Brasil beneficiou-se do crescimento econômico angolano. No início do século, exportávamos US$ 200 milhões por ano para nosso parceiro africano. Em 2008, esse valor subiu para US$ 2 bilhões. Um ano depois, mesmo com a crise econômica mundial, as exportações brasileiras alcançaram US$ 1,3 bilhão.

Com um nível de demanda atraente, as melhores oportunidades para exportações brasileiras, mas que ainda aguardam por uma consolidação, são as voltadas aos segmentos de: acessórios do vestuário, equipamentos de telefonia, transmissores de televisão e rádio, instrumentos para a área da saúde, artefatos têxteis, artigos de borracha, cutelaria, veículos de transporte pesado e carrocerias, carne, eletrodomésticos, fios e cabos condutores, lâmpadas, entre outros.

Embora existam os incentivos do governo angolano para atrair produtos estrangeiros, empresas brasileiras que queiram investir na exportação à Angola deverão conhecer as deficiências que ainda existem na infraestrutura para distribuição e logística em Angola, além do forte comércio informal, que contrasta com os shoppings e supermercados. Além dessas precauções, informações estratégicas e uma boa rede de relacionamentos são fundamentais para o sucesso nos negócios.

Artigo publicado no Jornal Empresas & Negócios, em 15 de junho de 2011.

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