Rosangela Demetrio


Quer exportar? Então, conheça o Projeto Tradings

Nem todos os produtores nacionais conhecem as ações governamentais voltadas para dar apoio ao exportador. Existe uma preocupação do governo federal em apoiar, não só empresas e entidades setoriais, mas também as comerciais exportadoras, que realizam a intermediação entre os produtores nacionais e os importadores externos, facilitando a colocação dos produtos brasileiros, principalmente de pequenas e médias empresas, no exterior.

A Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) deu início, em 2008, ao Projeto Tradings, com o objetivo de aumentar a participação de pequenas e médias empresas nas exportações brasileiras por meio de empresas Comerciais Exportadoras e Trading Companies, mais conhecidas apenas como Tradings.

O projeto é muito sério e criterioso, como tudo que a Apex-Brasil faz. Primeiramente, foi solicitada uma pesquisa para mapear o setor, onde foi traçado um perfil das empresas exportadoras. Tal pesquisa consolidou informações muito valiosas, além de expor os anseios dos empresários dessa atividade, permitindo a tomada de decisões e a promoção de encontros para discutir interesses em comum do segmento.

Foi o Decreto-Lei 1.248, de 29 de novembro de 1972, que estabeleceu a criação das Tradings, que seriam constituídas com o objetivo de incentivar empresas de intermediação comercial a eliminar custos e riscos enfrentados por aqueles que se arriscavam no comércio exterior sem uma base de conhecimentos em seus trâmites. A meta era igualar as condições de uma exportação a uma venda no mercado interno, deixando o gerenciamento dos custos e riscos a cargo das Tradings. Após seis anos dos incentivos, 10% das exportações eram realizadas via Tradings, sendo que 63% eram de produtos primários (básicos). Esse índice foi aos poucos crescendo, até que em 1984 já alcançava a marca de 31% das exportações realizadas.

As Tradings tiveram um papel importante nas operações associadas às compras de petróleo, após o segundo choque de 1979. No entanto, de meados dos anos 80 até hoje, a participação das Tradings nas exportações caiu, estando atualmente na casa dos 8%. No contexto atual, os termos “Trading Company” e “Comercial Exportadora” têm, no Brasil, uma dimensão conceitual maior do que quando foram estabelecidas.

No atual panorama econômico, as Tradings não podem mais ser encaradas como simples agentes intermediários de exportação, pois atuam também na compra de mercadorias para produção interna e posterior venda ao mercado externo. Elas oferecem um conjunto amplo de serviços e todo o apoio necessário nas negociações, contando com especialistas em comércio exterior e negociadores internacionais. Ou seja, é melhor confiar em quem sabe o que está fazendo, do que arriscar uma negociação direta e sujeitar-se a possíveis entraves, que podem dar muita dor de cabeça ao exportador.

Artigo publicado no Jornal Empresas & Negócios, em 16/fev/2011

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