Rosangela Demetrio


O comércio não descansa

O varejo precisa de novas estratégias para girar o capital em tempo de férias

O desconto não é a única maneira de atrair clientes e influenciá-los a comprar nesta época natalina. Cada vez mais, os varejistas inteligentes estão usando a psicologia. Eles estão tomando medidas em suas lojas para incentivar a frequência de clientes, melhorar a satisfação que se sente ao realizar a compra e transformar a compra nos feriados, numa experiência agradável, que traga satisfação ao cliente.

O lojista que conseguir transformar o ato da compra na realização de um desejo para o cliente, conseguirá marcar todos os gols possíveis nesta época do ano. Esse feito pode ser considerado uma obra de arte para o vendedor, afinal sua arte é vender. Os produtos podem ser malas, bolsas, sapatos, cintos, jóias, vestuário ou automóveis, o ponto principal é conseguir conectá-los aos desejos do cliente. A partir do momento em que ele entra na loja, já demonstra que busca algo e precisa ser compreendido. Se o cliente está procurando uma mala, certamente está prestes a viajar, então precisará de outros itens relacionados à viagem: bolsa, óculos de sol, tênis, sacola, mochila ou peças específicas para aquele destino. Talvez exista algo mais na loja que possa ser útil para aquele momento. Somando os dois produtos à vontade do cliente, o resultado poderá ser uma venda muito melhor do que a expectativa inicial, valendo até mesmo um desconto, ou um parcelamento mais amplo do pagamento.

Não é novidade que a venda casada é uma forma de ampliar os resultados da negociação. Mas, o que isso significa para o cliente? Podemos dizer que, antecipando a realização da compra, o cliente estará facilitando sua vida, pois atenderá a uma necessidade com a qual se depararia mais para frente. Além disso, sairá mais feliz da loja, ao concluir que fez um bom negócio, dependendo das facilidades propostas pelo vendedor.

Outro fato que acontece muito durante as férias e época de Natal é que as pessoas saem de casa com dinheiro ou cartão no bolso, dispostas a comprar alguma coisa, mas não sabem o quê. Saem com a mente e a carteira abertas e propícias para a persuasão do vendedor. Essas pessoas precisam da ajuda de profissionais que lhe convencerão de que determinados produtos satisfarão seu desejo de compra e com isso elas poderão voltar felizes para casa, pois encontraram o presente perfeito. Para esse tipo de consumidor, o produto não faz muita diferença, o importante é que a compra tem que ser um ato de prazer, algo especial que o fará retornar à loja nas próximas ocasiões. O lema é: o importante não é apenas o que se vende, mas como se vende.

Artigo publicado no Jornal Empresas&Negócios, em 29/12/2010.

Anúncios

1 Comentário so far
Deixe um comentário

É fato, a logística das vendas depende de uma conjuntura que vem desde fazer estudos sobre consciências coletivas e individuais, o que estas pensam, para que assim trabalhem na forma de como se vende e o que se vende, e se moldar as necessidades do comércio,e isto se torna uma regra.

Comentário por Sandro Henrique Meireles Almeida




Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: