Rosangela Demetrio


Indústria vidreira mostra sua força

Otimismo foi a palavra de ordem na Glasstec – International Trade Fair for Glass, realizada de 28 de setembro a 1º de outubro deste ano, em Dusseldorf, na Alemanha

Passados os tempos de dificuldades econômicas, agora é a vez do setor de vidro apresentar todo o know-how, alta tecnologia e desempenho que conquistou nos últimos anos. Isso ficou claro entre os 1.274 expositores presentes na mais importante feira internacional da indústria vidreira, que atraiu cerca de 45.000 visitantes profissionais para o evento. O público era formado por pessoas ligadas ao mercado, compradores, negociadores internacionais, industriais e formadores de opinião, ávidos por conhecer o que existe de mais moderno em vidro para engenharia civil, setor automobilístico, maquinário para produção e processamento, artesanato, reciclagem, etc. Foi significativa a presença de visitantes da América do Sul, sendo que mais da metade deles foi à feira para fazer encomendas e realizar negócios.

Em paralelo, foi realizada a Solarpeq – International Trade Fair for Solar Production Equipment, uma feira voltada para o mercado de equipamentos de produção solar, que foi agraciada pela positiva visitação à Glasstec, conseguindo chamar a atenção de expositores e visitantes. O diálogo entre os dois setores, que aconteceu nas conferências realizadas durante os eventos, revelou a importância de um intercâmbio entre os setores de vidro e solar. O objetivo era definir um plano conjunto de produção e aplicações que beneficiem igualmente os dois setores. A palestra com o tema “Engenharia da Transparência”, organizado pela Universidade de Dresden e pela de Tecnologia de Darmstadt, ambas alemãs, enfocou o tema vidro, fachadas e tecnologia solar, e reuniu público de 200 participantes de 22 países.

Outro ponto auto do evento foi a apresentação ao vivo do show “Tecnologia do Vidro”, organizado pelo Instituto de Design Estrutural da Universidade de Stutgart, que forneceu uma visão interessante sobre o futuro das aplicações de vidro energeticamente eficientes, como o maior painel de vidro isolante, medindo 18,00m por 3,30m, bem como as fachadas com células foto-integradas e térmico-solares, que controlam a temperatura e a iluminação internas do ambiente. Sem falar nas conferências que envolveram temas como “O vidro é energia”, que atraiu 300 participantes, e “Arte de vidro”, com exposição de mais de 300 trabalhos de artistas internacionais.

Ecologicamente falando, só nos resta torcer mesmo para que o vidro volte com força para as nossas vidas, substituindo o plástico, que é um emissor constante de gases tóxicos na natureza. Dá mais trabalho reciclar uma garrafa de vidro? É mais pesada? Tudo bem, mas pelo menos ela dificilmente irá parar no estômago de algum animal marinho, nem nos rios ou nas tubulações de esgoto, causando prejuízos irreversíveis para o meio ambiente.

Artigo publicado no Jornal Empresas & Negócios em 6 de outubro de 2010. Qualquer reprodução deverá citar fonte e autoria.

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