Rosangela Demetrio


Solução para os resíduos sólidos

Impressionantes os trabalhos que giram em torno do lixo no Brasil. E algumas pessoas ainda pensam que indústria do lixo é coisa só de novela…

 Em conversa com amigos, sexta-feira à noite, o assunto era um só: o que vamos fazer com o nosso lixo inorgânico, os chamados resíduos sólidos? Quando nós, cidadãos comuns, queremos nos livrar daquelas tralhas que sobram de uma reforma (portões, janelas, etc.), ou quando trocamos a geladeira e não temos o que fazer com a velha, quando substituímos o modelo do computador, ou simplesmente jogamos uma torradeira quebrada no lixo, preferimos não pensar para onde vai tal material, onde será descartado, ou que fim darão a ele. O importante é que aquele peso morto saia de nossas casas para dar lugar ao novo produto.

Sabemos que existem empresas (poucas, aliás) que se propõem a transformar tudo que jogamos fora e lucro, que pode vir na forma de créditos de carbono, moedas verdes negociáveis no mercado internacional, energia limpa e até como componente para ligas usadas na construção civil. Algumas fazem uma verdadeira “canibalização” das peças, separando-as em partes e classificando o que é plástico, o que é metal, cerâmica, vidro, para que esses materiais sejam moídos e transformados em pequenos grãos, que servirão como matéria-prima para outros subprodutos, posteriormente vendidos. É a Manufatura Reversa. Produtos, como, por exemplo, uma geladeira, são totalmente desmontados e reciclados, podendo voltar a ocupar uma linha de produção, mas não da sua fábrica original. São transformados e reutilizados em diversas indústrias e segmentos.

Este assunto ainda é muito novo, mas logo de cara podemos perceber que é muito importante, principalmente para o meio ambiente. Devemos agradecer que existam empresas que fazem todo esse trabalho de retirada desse lixo, de transporte, seleção, transformação, manufatura reversa e aterro do lixo inservível, inclusive com incineração do lixo hospitalar. São companhias de visão voltada para o futuro, que largaram na frente na questão da Logística Reversa e, certamente, estão acumulando tecnologia e experiência nesse mercado. Os trabalhos em torno do lixo são muito mais gigantescos do que esse humilde artigo consegue contar, pois além do resíduo sólido, temos o líquido, o químico, o pastoso e o industrial, com os quais 99,9% da população nem se preocupa, mas que podem afetar bastante o nosso sistema, se não forem descartados e tratados corretamente.

Antes de escrever este artigo, visitei o site da Silcon Ambiental (www.silcon.com.br), que traz informações relevantes e ajuda a entender um pouco melhor o trabalho de empresas que investem nesse segmento, valorizando questões como sustentabilidade e preservação ambiental.

Artigo escrito por Rosângela Demetrio, publicado no Jornal Empresas & Negócios, em 4/agosto/2010. Qualquer reprodução deverá citar fonte e autoria.

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