Rosangela Demetrio


Estabilidade dos emergentes foi tema do G20 Toronto

Países ricos do G20 concluíram, em Toronto, que a estabilidade econômica dos países emergentes é fundamental para estabilidade da economia global

Os líderes mundiais que formam o G20 tiveram um encontro um pouco conturbado em Toronto (Canadá), na semana passada. Centenas de manifestantes cercaram o local da cúpula, no centro da cidade, quebrando vitrines e deflagrando alguns focos de incêndio, no intuito de chamar a atenção dos participantes da reunião e também da imprensa. Um dos motivos do protesto foi o valor gasto pelo governo canadense para sediar o próprio encontro do G20, estimado em $ 1,24 bilhão de dólares, já incluindo os $ 930 milhões gastos com a segurança do evento. Alguns manifestantes acreditam que esse dinheiro poderia ter sido investido no setor de saúde pública. Mais de 400 foram detidos pela polícia para esclarecimentos.

Apesar dos tumultos, o G20 encerrou a reunião de cúpula com metas estabelecidas principalmente pelos líderes dos países mais ricos: a redução do déficit pela metade até 2013 e a estabilidade econômica até 2016, sem ferir a frágil recuperação global. O primeiro-ministro canadense Stephen Harper expressou que pretende atingir essas metas muito antes desses prazos. Entretanto, alertou seus colegas sobre perigo de um corte brusco nos índices internos, o que poderia desencadear turbulências em âmbito global. A redução do déficit não deve ser obtida por meio do aumento dos impostos sobre os rendimentos ou onerando as empresas, mas sim pelo corte de gastos do governo, aumentando a produtividade. Os líderes prometeram apresentar planos específicos de cada país a serem discutidos no próximo encontro, que será em Seul, em novembro.

Os mercados emergentes decidiram reforçar esforços na recuperação de suas economias, concordaram em ampliar a flexibilidade cambial e adotar medidas para fortalecer as redes de segurança social. O encontro também discutiu progressos nas reformas das instituições financeiras. Eles concordaram em acelerar as medidas para reforçar os balanços dos bancos, certificando-se de que os contribuintes não paguem a conta, caso os bancos apresentem problemas, como um pedido de falência, por exemplo.

Outras medidas fundamentais acordadas pelo G20 incluem: a criação de um grupo de trabalho para discutir questões de desenvolvimento internacional; o apoio de alguns países ao Acordo de Copenhagem para controlar as emissões de gases do efeito de estufa; continuar a desenvolver estratégias para reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis; acelerar a reforma do FMI para que os mercados emergentes tenham mais voz; o lançamento de um programa de segurança alimentar; o apoio à Rodada de Doha de negociações globais de livre comércio. As propostas parecem excelentes, vamos aguardar os resultados.

Artigo redigido pela jornalista Rosângela Demetrio e publicado no jornal Empresas e Negócios no dia 30 de junho de 2010. Qualquer reprodução deverá citar autoria e fonte.

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