Rosangela Demetrio


Vietnã vem aprender nossa política de distribuição de renda

Apesar das desigualdades sociais existirem no Brasil, nosso modelo de desenvolvimento parece estar chamando a atenção de governos estrangeiros

Uma delegação vietnamita, liderada pelo presidente da Academia de Ciências Sociais do Vietnã, Dr. Do Hoai Nam , esteve recentemente em Brasília para uma semana de encontros e debates com governo brasileiro, representantes da ONU e a sociedade civil sobre como melhor empregar os recursos para o desenvolvimento humano e proteção social.  A missão ao Brasil, que recebeu o título “Brasil e Vietnã: Diálogos sobre o Desenvolvimento Humano”, visava uma compreensão das experiências do país no emprego de indicadores de desenvolvimento humano como uma ferramenta para a elaboração de políticas sociais e de como o País tem sido capaz de redistribuir a renda e reduzir as desigualdades. O intuito é criar um modelo vietnamita, utilizando o nosso modelo como exemplo de sucesso. As ideias e conclusões serão levadas para discussão naquele país asiático, que vem demonstrando índices relevantes de desenvolvimento humano nas últimas décadas.  Desde o lançamento do Doi Moi (Reforma) em 1986, a economia tem crescido a uma média anual de 7%, abrindo o caminho para o Vietnã atingir o status de país de renda média. A proporção de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza caiu de 58% em 1993 para menos de 22% em 2007.

No entanto, o povo vietnamita enfrenta uma crescente disparidade de renda entre a área rural e a urbana e uma crescente desigualdade em geral. Aproximadamente 90% dos pobres vivem nas zonas rurais. As minorias étnicas continuam a representar quase 30% dos pobres. O caminho para o crescimento inclusivo deve ser complementado por programas eficazes de proteção e promoção social.

Fazendo-se uma resumida comparação quantitativa entre os dois países, temos o Vietnã com 86 milhões de habitantes, enquanto o Brasil conta com 192 milhões; no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (2009), o Vietnã está na posição 116 e o Brasil na 75ª; a expectativa de vida ao nascer no Vietnã é de 74,3 anos, no Brasil é de 72,2; o PIB per capita (PPP US$) no Vietnã é de: 2.600, e no Brasil é de: 9.567; a taxa de alfabetização adulta (% acima da idade de 15 anos) no Vietnã mostra o índice de 90.3 e no Brasil, um pouco menor: 90. Diante desses dados, essa Missão de Estudos representa uma oportunidade única para reforçar a cooperação entre as duas nações em diferentes áreas prioritárias para o desenvolvimento.

(*) Este artigo foi baseado em dados fornecidos pela unidade de comunicação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – UNDP.

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