Rosangela Demetrio


Logística Reversa gera lucro

O processo de retorno de produtos ao seu centro produtivo pode ser um item gerador de lucros para a empresa

A logística reversa é o processo de retorno de produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo. Atualmente, tem havido um aumento de conscientização por parte do consumidor, de que é uma das tarefas da indústria dar conta do descarte de suas embalagens ou do reaproveitamento de seus produtos após sua vida útil. Apesar de ser um tema extremamente atual, esse processo já podia ser observado há alguns anos nas indústrias de bebidas, com a reutilização de seus vasilhames. O produto chegava ao consumidor e retornava ao seu centro produtivo para um novo envasamento. Era um processo trabalhoso, porém contínuo, que foi aos poucos deixando de existir com a entrada dos descartáveis no mercado.

Atualmente, empresas incentivadas pelas Normas ISO 14000 e preocupadas com a gestão ambiental, implantaram processos de reciclagem de materiais e embalagens descartáveis, como latas de alumínio ou ferro, garrafas plásticas e caixas de papelão, entre outras, que deixaram de ser tratadas como lixo, retornando ao centro produtivo para reutilização. Esse material que iria para o descarte, retorna como matéria-prima, representando uma economia significativa no processo de produção, além de configurar-se numa ação que agregará valor à imagem da empresa perante seu mercado de consumo. Afinal, estar alinhada com as tendências de preservação do meio ambiente tem sido uma questão de sobrevivência no mercado.

Entretanto, existe outra face da logística reversa, no caso de retorno de materiais aos centros produtivos devido a falhas na produção, troca espontâneas, desistência do consumidor, embalagens com defeito, etc. Nesses casos, a logística reversa pode acarretar um gasto a mais para a empresa, uma vez que o produto precisará ser classificado, separado, transportado, conferido e distribuído mais de uma vez, dobrando os custos. Mas não se aflija, pois em todas as dificuldades existe sempre alguém ganhando. É onde entra a figura de um terceiro, que seria uma assistência técnica, que por sua vez cuida de parte desse processo e conserta o produto, recolocando-o no mercado.

Pesquisas realizadas pelo Conselho de Logística Reversa do Brasil apontam que cerca de 10% dos produtos vendidos no País retornam para as empresas e que quase a metade das 188 companhias pesquisadas gasta até 5% do faturamento obtido com o retorno dos produtos. Interessante citar também que há um crescimento gradativo dos níveis de devolução, na medida em que há um aumento da variedade de produtos disponíveis no mercado. Quanto mais opções, mais devoluções. O fato é que cada vez mais as indústrias deverão aprimorar seu sistema de logística reversa, acompanhando a tendência mundial.

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