Rosangela Demetrio


Brasileiros vão, em missão empresarial, ao Oriente Médio e tentam aprender a negociar como os árabes

Empresários brasileiros buscam adquirir essa virtude em visita aos países árabes liderada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge

Tanto os persas como os árabes, historicamente envolvidos no comércio, parecem carregar em sua genética o dom de um bom negócio. Eles apresentam a tranquilidade necessária e conseguem sentir quando a negociação será um sucesso. No mês passado, os empresários que viajaram com o ministro, conversaram com iranianos, egípcios e libaneses, cuja fama se baseia em vencer o interlocutor pela paciência. Um dos truques é: primeiro deixar o vendedor apresentar o produto, depois passar a reclamar do preço e gastar muito tempo negociando até que o vendedor seja vencido pelo cansaço e resolva vender pelo preço que o comprador deseja. São antigas tradições de um povo mercador, que tem sua paciência premiada no final da negociação.

Segundo dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), no ano passado, as exportações brasileiras para essa região atingiram cerca de US$ 3 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 110 milhões. O principal objetivo da viagem foi tornar o Brasil um parceiro comercial atrativo para esses países que apresentam estimativas positivas de crescimento econômico para 2010. A missão empresarial terminou com 1.495 contatos realizados entre empresários brasileiros, egípcios, iranianos e libaneses, um volume de negócios imediatos de US$ 15 milhões e a estimativa de que mais de US$ 195 milhões sejam movimentados com negócios futuros, devidos principalmente à venda de maquinário.

Ainda segundo dados da Apex-Brasil, em janeiro e fevereiro de 2010, as exportações brasileiras para os iranianos apresentaram crescimento significativo, atingindo a marca de US$ 217 milhões, o que representa 76,08% a mais que no mesmo período em 2009. Para o Líbano, o Brasil exportou no ano passado US$ 310 milhões. O valor é 13,43% maior do que em 2008 (US$ 255 milhões). As principais mercadorias negociadas pelos brasileiros com os libaneses em 2009 foram carnes desossadas de bovino, bovinos vivos, café não-torrado e descafeinado em grãos. As exportações brasileiras para o Egito somaram US$ 1,443 bilhão em 2009, sendo que os produtos brasileiros mais comprados pelos egípcios em 2009 foram minérios de ferro, aglomerados e seus concentrados, açúcar de cana em estado bruto, carnes desossadas de bovino congeladas e aviões.

Existe uma linha de pensamento pedagógico que afirma ser a experiência de vida uma das maiores responsáveis pelo aprendizado. Sendo assim, o melhor negócio é viajar para o Oriente Médio e começar a treinar.

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