Rosangela Demetrio


2009 – Ano Internacional das Fibras Naturais

Assembléia Geral das Nações Unidas decidiu, desde 2006, que o ano de 2009 seria o Ano Internacional das Fibras Naturais, conforme resolução 61/189

A produção, em muitos países, de relevante variedade de fibras naturais tornou-se fonte de renda para os produtores, especialmente para os pequenos agricultores, que, assim, desempenham um papel importante na erradicação da pobreza e na contribuição para o desenvolvimento de uma política de sustentabilidade. A coordenação do programa é feita pela FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação em colaboração com Estados, organizações regionais, internacionais e não-governamentais, setor privado e agências do Sistema das Nações Unidas. O principal objetivo da resolução é aumentar a conscientização da importância dos produtos naturais, além de convidar todos a realizarem contribuições voluntárias e a darem apoio ao Ano Internacional das Fibras Naturais.

Existem as fibras de origem animal, como as lã e seda, e as de origem vegetal, como algodão, linho, juta e sisal. Com incontáveis formas de transformação, esses materiais tornaram-se um desafio à criatividade de muitos artistas plásticos, que já vêm dedicando-se à sua aplicação na confecção de produtos decorativos, cujo design vem surpreendendo pelo arrojo das formas.

No Brasil, o sisal, a palha de bananeira, a casca de coco e as mais diversas fibras vegetais são materiais fartamente utilizados na produção de artigos para decoração, iluminação e mobiliário com aparência rústica e ao mesmo tempo moderna, devido ao seu apelo ecológico tão em moda entre as prioridades globais.

Há poucos dias, tive a oportunidade de conhecer o atelier da Paleolítico e fiquei surpresa com a beleza dos artigos produzidos na empresa. São luminárias, lustres, cubas e outras peças que, em sua maioria, são procuradas por arquitetos que buscam algo rústico e bem-acabado para dar destaque ao ambiente. Na Paleolítico, todos os produtos são criações do artista plástico Fernando Guimarais, que sempre se dedicou à arte da cerâmica e ao uso das fibras naturais em sua produção feita inteiramente de forma artesanal. O que mais valeu a pena na minha visita foi verificar que, sem agredir a natureza e sem importar nada é possível criar, produzir e vender uma gama variada de belos produtos, capazes de agradar consumidores de todas as classes sociais. Considero importante incentivar esse tipo de produção, que utiliza a arte como uma maneira de preservação ambiental.

Artigo escrito por Rosângela Demetrio e publicado no jornal Empresas&Negócios, em 18/nov/2009, caderno Economia, página 5.

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