Rosangela Demetrio


Uma palavra pode fazer toda a diferença na hora de exportar

O Comércio Exterior utiliza palavras típicas e de grande relevância para os negócios internacionais. Muitas delas definem de quem é a responsabilidade pela entrega da carga ou de que forma ela será transportada

Quem não está inserido no contexto pode não entender o linguajar e os jargões utilizados pelos exportadores. O estranhamento que se dá é semelhante ao que ocorre quando um leigo em economia escuta entrevista de um profissional do mercado financeiro. Mesmo que ele se esforce, muitas vezes chega a ser difícil encontrar palavras comuns para substituir o significado de expressões como “spread”, por exemplo, constantemente utilizada no ambiente econômico-financeiro.

Da mesma forma acontece no Comércio Exterior. É o caso da expressão Free on Board (Livre a Bordo). Muito comum na navegação marítima, ela significa que as obrigações do vendedor (exportador) estarão cumpridas quando a carga estiver dentro dos limites da embarcação. Ou seja, o serviço tratado pelo sistema FOB (Free on Board) prevê que a responsabilidade do exportador vai até a colocação da mercadoria no navio.

Um pouco mais comum é a expressão Trading Company, que é aquela empresa especializada em comércio exterior e que trabalha visando facilitar os processos de importação e exportação aos que não têm tanta experiência. Por conhecer os procedimentos e toda a documentação necessária para exportar, uma trading company pode ajudar bastante, principalmente por padronizar processos e evitar possíveis devoluções de carga, que muitas vezes ocorrem devido a pequenos detalhes que passam despercebidos aos iniciantes no setor.

Curiosa também é a palavra Intermodal, que nada tem a ver com moda. Intermodal é o sistema de logística que utiliza diversos meios de transporte para que a mercadoria chegue ao seu destino. Por exemplo, uma carga que saia do interior de São Paulo com destino a Paris, terá um longo caminho pela frente. Ela poderá ser transportada de caminhão até o Porto de Santos, partindo então de navio até o porto francês de Le Havre. De lá, a carga poderá utilizar o transporte fluvial, pelo Rio Sena, ou ainda o ferroviário, cujo percurso levará aproximadamente três horas até a capital da França (destino final). Nesse caso, haveria uma mistura de transportes: o rodoviário, o marítimo e o fluvial ou o ferroviário, caracterizando o transporte intermodal.

Artigo de Rosângela Demetrio, publicado no jornal Empresas & Negócios, em 23/09/2009.

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