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Para os jovens que vêem os atuais conflitos no Egito, é difícil imaginar que um dos ex-presidentes do país ganhou o Prêmio Nobel da Paz em sua gestão
Foi em 1978 que Anwar Al Sadat, então presidente do Egito, ganhou o Prêmio Nobel da Paz, juntamente com o primeiro-ministro israelense Menachem Begin. O Prêmio foi o resultado e o reconhecimento pelo Acordo de Camp David, pelo qual os dois governantes assinavam diversas resoluções para alcançar a paz entre árabes e judeus.
Aquela década foi marcada por diversas tentativas de paz. O então presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter esforçou-se bastante para mediar esse tipo de acordo. A paz interessaria para ambas as partes e também para a América, que poderia continuar exportando seus produtos industrializados para o Oriente Médio. Mas, as vantagens que comumente os americanos ofereciam aos israelenses em seus acordos bilaterais irritavam os árabes, que não aceitavam tais privilégios.
O Acordo de Camp David não foi aceito por unanimidade no Mundo Árabe, especialmente pelos fundamentalistas muçulmanos, que acreditavam que apenas a ameaça ou o uso da força faria Israel negociar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. O acordo previa a entrega da Faixa de Gaza para o Estado Judeu. Em contrapartida, Israel retirou-se da Península do Sinai, retornando a área inteira para o Egito em 1983. Mas, antes disso, em 1981, Sadat foi assassinado durante uma parada militar no Cairo, tudo indica que por membros da Jihad Islâmica Egípcia infiltrados no exército. O motivo do atentado não é difícil de imaginar: acordos de paz não interessam a quem lucra com a guerra. Alguns suspeitaram de envolvimento da CIA, mas tudo era especulação na época. Aquele atentado comoveu o mundo todo. Lembro-me de que foi a primeira cena chocante que assisti na TV. Mas, que em nada se compara ao que vemos hoje no Egito.
Sadat foi sucedido pelo seu vice-presidente Hosni Mubarak, que foi levado a renunciar só recentemente, em Janeiro de 2011, 30 anos depois de assumir.
Atualmente, o quadro que se vê no Egito é preocupante. As autoridades do país afirmaram que vão julgar pelo menos 40 pessoas, incluindo cidadãos americanos e outros estrangeiros, que trabalham em ONGs que promovem democracia, direitos humanos e paz, acusadas de financiamento ilegal. A questão gera tensão entre os governos egípcio e americano. As autoridades egípcias estão sendo apontadas como incapazes de evitar confrontos, devido ao precedente ocorrido em um jogo de futebol, no fim de janeiro, que deixou 74 mortos.
Não há muito que fazer, a não ser aguardar os próximos acontecimentos e torcer pela sensatez. Com os ânimos acirrados, qualquer faísca pode incendiar a região. Melhor não provocar…
Artigo publicado no Jornal Empresas & Negócios em 8/fev/2012.
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A tecnologia NFC se consolida como uma ferramenta que promete em curto espaço de tempo mudar conceitos de transmissão de dados e facilitar as compras
A tecnologia NFC (Near Field Communication) vem para mudar o comportamento da sociedade urbana e traz com ela suas vantagens e desvantagens, como tudo que aparece em termos de tecnologia de ponta. Atualmente, é quase impossível sair de casa sem o cartão de crédito. Mas, será que esse hábito vai continuar existindo por muito tempo?
Talvez a NFC tenha vindo para desmitificar o cartão de plástico, pois se trata de uma tecnologia que nos permite interagir com os objetos à nossa volta pela transmissão de dados a certa distância, mesmo sem o contato direto com eles. Apenas com a proximidade de dois aparelhos, você é capaz de realizar a troca de informações de maneira bastante segura. Pode ser um chip transmissor que você carregue consigo e um aparelho receptor, instalado numa loja ou na no Metrô.
Com isto, é possível captar informações de qualquer objeto em que a tecnologia NFC seja aplicada. Por exemplo, ao passar pela catraca do cinema ou teatro, seus dados serão lidos pelo receptor, a partir de um documento que você porte ou a partir do celular, registrando sua presença naquele local. Que fantástico! Ficará mais complicado para aqueles que costumam burlar o ingresso em eventos e jogos em estádio, ou em outras circunstâncias mais comprometedoras. Se essa tecnologia estiver presente em documentos, facilitará o impedimento de acesso de adolescentes a locais como bares e clubes noturnos.
Esse fenômeno também poderá acontecer muito em breve com os automóveis. Eles poderão receber chip de identificação que, ao passar por um determinado leitor, transmitirá informações sobre esse veículo para um banco de dados oficial, onde ficarão registradas e poderão ser utilizadas posteriormente, para fins cíveis ou criminais.
A distância, no caso da NFC, não poderá ser maior do que 10 centímetros, pois seu campo de atuação é limitado, sendo necessário aproximar o leitor do objeto. Os dados são obtidos da fonte passiva pela fonte ativa, com segurança, pois não podem ser acessados por outros dispositivos.
Uma boa opção de ferramenta para instalação desta tecnologia seriam os aparelhos celulares, que estão sempre nas mãos dos usuários. No Japão, já é possível conferir a tecnologia sendo utilizada no cotidiano das pessoas: em Tóquio, o sistema de transporte metroviário permite que passagens sejam compradas com a aproximação do aparelho de telefone às catracas.
Existe uma crença de que a NFC poderá em breve substituir o código de barras, os cartões bancários e até as chaves de acesso à residência. Segundo informa o site Tecmundo, “isso talvez possa acelerar a inclusão da tecnologia para o uso diário, transformando em poucos meses, a forma como consumimos informações e produtos. O sucesso do NFC é bastante esperado, já que o custo de produção dos dispositivos que enviam dados é relativamente baixo”.
Artigo publicado no Jornal Empresas & Negócios em 01/fev/2012.
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Cada vez mais explorado pela indústria, o grupo de consumidores que estão acima do peso mostra-se ser um bom nicho para investimentos
Dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que, assim como o rápido crescimento do PIB (Produto Interno Bruno), o sobrepeso e a obesidade dispararam em países emergentes como China, Índia, África do Sul, Brasil e México. Até algumas décadas atrás, não era comum encontrar roupas nos tamanhos GG ou XG, só em casas especializadas ou lojas de roupas muito caras. Não havia necessidade de números grandes, pois a população brasileira era magra. Hoje, porém, é praticamente obrigatório à indústria de confecção contar com consumidores desses tamanhos. É estranho falar assim, mas a obesidade já se tornou um segmento de mercado, e a indústria já percebeu isso. Existe toda uma evolução nesse sentido, primeiro pelo fato da sociedade olhar para essa faixa da população e considerar suas necessidades. Em cinemas e teatros já existem os assentos especiais, em ônibus também são reservados alguns lugares. Mas, o que aconteceu com a população? Por que esse aumento de peso? Reflexo dos tempos modernos?
As pessoas estão ficando cada vez mais pesadas no mundo em desenvolvimento, à medida que têm melhores condições financeiras. A frequência do uso dos automóveis faz com que as pessoas andem menos. Além disso, a correria do dia-a-dia contribui para o consumo de refeições rápidas e carregadas de gordura. Outro fator relevante é a tendência do encasulamento, que se manifesta pela preferência das pessoas em permanecer cada vez mais dentro de suas casas. Bastante percebida nos grandes centros urbanos, essa tendência traz como resultado o elevado consumo de guloseimas, doces e salgados, como parte integrante de uma tarde em casa, assistindo TV ou jogando vídeo games. Enquanto a ingestão calórica aumenta, o nível de exercícios diminui. A consequência natural é aumentar o peso.
As exigências dos mais pesados não incluem apenas roupas e assentos em cinema; são muito mais abrangentes. Enquanto a indústria farmacêutica desenvolve inibidores de apetite, outros setores estão aproveitando para criar produtos maiores e mais resistentes para atender às novas necessidades da população. É o caso da indústria hospitalar nos Estados Unidos, que já fornece mesas de operação maiores, macas e até ambulâncias especiais para o transporte de pessoas muito acima do peso. Um dos primeiros produtos comercializados naquele país foi o vaso sanitário Big John, cuja circunferência é 48cm maior que a padrão, aumentando em 75% a área do assento. A peça pode aguentar até 363 quilos. Outra empresa norteamericana que há muito já se preocupa com os mais pesados e mais altos é a Goliath Casket, que produz caixões de grande porte, com medidas de até 52 polegadas de largura.
Do berço ao túmulo, as empresas estão aproveitando as oportunidades desse mercado. O mais importante é aliviar o constrangimento tanto dos obesos, quanto de suas famílias, oferecendo conforto e qualidade de vida em qualquer ocasião.
Artigo publicado no jornal Empresas & Negócios, em 11 de janeiro de 2012.
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Japão dedica grande parte dos investimentos de 2012 à reconstrução das zonas afetadas pelo terremoto e tsunami de 11 de março
Embora dependendo da emissão de nova dívida soberana, o orçamento japonês para 2012 prevê recuperar toda a área devastada pelos desastres naturais do ano passado. O orçamento é recorde, chegando a 93,56 trilhões de ienes (1,2 trilhão de dólares). Se aprovado pelo parlamento, este será o maior orçamento da história daquele país asiático. Dentro desse montante, o governo destinaria 3,78 trilhões de ienes (48,2 bilhões de dólares) à reconstrução das zonas afetadas.
Mas, não foram apenas o terremoto e o tsunami de março que trouxeram dificuldades para o Japão em 2011. Segundo agência de notícias, um tufão ocorrido em setembro acarretou no fechamento temporário de diversas fábricas japonesas, contribuindo para a queda na produção industrial no mês. E inundações na Tailândia também levaram a problemas na cadeia de suprimentos de automóveis e Tecnologia da Informação.
Mesmo com a presença de desastres naturais, o Japão continua sendo um dos países com melhor qualidade de vida no planeta, o que reflete numa população com parcela significativa de idosos. Este índice é resultado de investimento em saúde e na área social. O orçamento de 2012 prevê investimentos que montam 26,39 trilhões de ienes (337 bilhões de dólares), que serão destinados a despesas com Seguridade Social.
A atenção dos governantes para com o social talvez seja dos motivos que tornam o povo japonês tão forte e unido. A recuperação da atividade depois do desastre natural foi muito rápida. Além do país já ter saído da recessão e recuperado seus estoque, obteve um crescimento em torno de 1,5% no Produto Interno Bruto (PIB) do último trimestre do ano passado, com promessa de manutenção desse índice em 2012. Considerando que, existem sinais de queda para este ano na economia da China, maior parceiro comercial do Japão, o índice apontado de crescimento do PIB japonês é um alento para aquele país.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, atualmente vivem no Japão cerca de trezentos e dezessete mil brasileiros, a maioria composta por trabalhadoras e trabalhadores que viajaram em busca de melhores oportunidades de emprego e renda. Isso faz com que a maioria dos brasileiros torça para a recuperação e constante progresso do Japão.
Artigo publicado no jornal Empresas & Negócios, em 04/janeiro/2012.
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As oportunidades no mercado brasileiro atraem estrangeiros em busca de trabalho e qualidade de vida
Empresas nacionais têm notado um aumento no recebimento de currículos de profissionais das mais diversas áreas, vindos de fora do país. Muitos deles portugueses em busca de novas oportunidades, ou mesmo brasileiros que outrora viajaram para o exterior em busca de um emprego, e que, hoje, veem o Brasil como uma das melhores opções do momento para fazer carreira e ganhar dinheiro.
As atividades que estão com o campo de trabalho aberto para “estrangeiros” são as mais diversas. O segmento esportivo nunca esteve tão bem como agora, provavelmente pela perspectiva positiva trazida pelos grandes eventos do esporte – Copa do Mundo de Futebol (2014) e Jogos Olímpicos (2016) –, que estão por vir. Porém, as oportunidades vão desde uma consultoria em golfe até a indústria de produtos voltados para o mundo dos esportes, toda indústria que envolve o turismo, construção civil (farta em posições de trabalho e cada vez mais moderna, com tecnologia de ponta), entretenimento, transporte público, hotelaria e tantos outros segmentos.
Grandes investidores estão olhando para o Brasil como destino de investimentos. Isso pode abrir oportunidades que no momento não estão sendo oferecidas em grande parte da Europa. Desde que a Europa entrou em crise econômica, não são pouco os europeus, principalmente os portugueses, que vem em busca de trabalho no Brasil. Portugal foi um dos países europeus mais afetados pela recessão na Europa, e precisou recorrer neste ano a um pacote de medidas econômicas para conseguir enfrentar os riscos do próximo ano. Essas medidas geraram altos índices de desemprego, aumento de impostos e corte de benefícios, estimulando a população a sair do país. O idioma facilita bastante a tomada de decisão em deixar seu país de primeiro mundo e vir para a América do Sul. Entretanto, olhando pelo lado negativo da decisão, há de se ressaltar que, só sendo brasileiro e vivendo aqui para conhecer os verdadeiros problemas da nossa sociedade, a violência que esse pessoal poderá enfrentar aqui, a falta de recursos da saúde pública fora dos grandes centros urbanos, o custo elevado do combustível que encarece tudo, enfim… Será que vale a pena?
Pelo jeito, parece que vale. O Brasil hoje oferece estabilidade, expectativa de crescimento na carreira, projeção salarial visando uma melhor qualidade de vida, sem falar na alegria de se viver no Brasil, nas vantagens do clima equatorial, fartura em alimentos frescos, água em abundância e tantos outros atrativos naturais deste país.
Artigo publicado no jornal Empresas & Negócios, em 21 de dezembro de 2011.
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De acordo com pesquisa feita pela Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, os paulistas estão dispostos a destinar aos presentes de Natal deste ano, um valor relativo ao dobro do que foi gasto em 2010, porém, sem fazer dívidas
O uso do 13º salário e os rendimentos extras são as opções mais citadas na pesquisa para gastos com presentes de Natal. Os lojistas, por sua vez, estão dando pulos de alegria com isso. O otimismo já tomou conta do comércio em relação às vendas de Natal, com expectativa de serem comercializados 8,5% a mais do que o registrado nas vendas no mesmo período em 2010. A razão é o quadro geral da economia nacional, que se mantém favorável, diante da instabilidade que ocorre no mercado internacional, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Ou seja, menor a importação, maior a venda interna. E o consumo é basicamente direcionado pelos incentivos do governo. O aumento nas vendas da chamada linha branca, por exemplo, deve-se à redução do IPI sobre essas mercadorias.
A oferta de empregos temporários para o Natal também acompanha a estimativa de crescimento, com previsão feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas para um aumento de 11% em relação ao ano passado, atingindo 160 mil empregos, diante dos 144 mil gerados em 2010. Se compararmos com 2009, o índice de crescimento fica muito mais expressivo: 28%, pois naquele ano, foram registrados 125 mil postos temporários de trabalho.
Além desses incentivos, outro fator promete impactar a economia logo na virada do ano. Com o anúncio de aumento do salário mínimo num patamar de 14%, o que ocorrerá é muito provavelmente uma injeção de recursos no comércio, melhorando os resultados com relação às vendas de 2011. Como podemos observar Matemática e Economia são aquelas matérias que todos deveriam estudar com afinco para tirar nota 10 na escola. Aprendendo essas duas, tudo fica mais fácil, principalmente para entender o sobe e desce do mercado.
Um termômetro que é geralmente utilizado para medir o aquecimento das vendas de Natal em São Paulo é o movimento na Rua 25 de Março. Os números são impressionantes: somente neste último sábado, cerca de 800 mil consumidores passaram por lá. São pessoas que trabalham durante a semana e destinam o sábado para fazer compras. Sabendo que na 25 de Março estão os melhores preços, nem há a necessidade de se fazer pesquisa. O consumidor já vai para realizar a compra, sendo que os brinquedos são o carro-chefe nas vendas, mas também os eletrônicos e perfumaria.
Artigo publicado no jornal Empresas & Negócios, em 14/dezembro/2011.
Filed under: Artigos, Publicados no Jornal Empresas & Negócios | Tags: abate, agribusiness, aproveitamento total, combustíveis alternativos, cosméticos, Feira Internacional das Graxarias/Renderers, Fenagra, frigorificos, graxaria, Guia Técnico Ambiental de Graxarias, pet food, produtos de higiene e limpeza, ração animal, USDA
Onde tudo se aproveita. Tudo mesmo!
Confesso que, por não ter muita intimidade com o tema Agribusiness, descobri o que é graxaria somente há poucos meses. O abate de bovinos e suínos, assim como de outras espécies animais, é realizado para obtenção de carne e de seus derivados, destinados ao consumo humano. Esta operação, bem como os demais processamentos industriais da carne, são regulamentados por uma série de normas sanitárias destinadas a dar segurança alimentar aos consumidores destes produtos. Assim, os estabelecimentos do setor de carne e derivados em situação regular, trabalham com inspeção e fiscalização contínuas dos órgãos responsáveis pela vigilância sanitária (municipais, estaduais ou federais).
Como consequência dessas operações de abate, originam-se vários subprodutos e/ou resíduos que devem sofrer processamentos específicos, e geram um mercado bastante amplo e diversificado que envolve todos os materiais gerados pelo abate de bovinos e suínos, que são desde sebo e gordura animal, couros, sangue, ossos, aparas de carne, tripas, que são utilizados nos segmentos de cosmética, farmacêutico, no mercado de rações e até na produção do biodiesel, biogás, compostagem, entre outras produções comerciais.
Segundo o Guia Técnico Ambiental de Graxarias, distribuído pela Cetesb, normalmente, a finalidade do processamento e/ou da destinação dos resíduos ou dos subprodutos do abate é função de características locais ou regionais, como a existência ou a situação de mercado para os vários produtos resultantes e de logística adequada entre as operações. Por exemplo, o sangue pode ser vendido para processamento, visando à separação e uso ou comercialização de seus componentes (plasma, albumina, fibrina, etc.), mas também pode ser enviado para graxarias, para produção de farinha de sangue, usada normalmente na preparação de rações animais. De qualquer forma, processamentos e destinações adequadas devem ser dados a todos os subprodutos e resíduos do abate, em atendimento às leis e normas vigentes, sanitárias e ambientais. Algumas destas operações podem ser realizadas pelos próprios abatedouros ou frigoríficos, mas também podem ser executadas por terceiros.
O maior mercado global de subprodutos de origem animal, com produção anual de 8,62 milhões de toneladas da matéria, segundo o Departamento de Agricultura daquele país (USDA), são os Estados Unidos, que detém uma fatia de aproximadamente 37% de toda a produção mundial. Além de possuir uma produção altamente tecnificada, o país oferece apoio ao desenvolvimento de novas soluções para gargalos do setor, abrigando a sede da Fundação para Pesquisas de Gorduras e Proteínas, que atualmente conta com fundos de US$ 1,6 milhão para pesquisas e associados em 17 países além da União Europeia.
Aqui no Brasil, existe a Fenagra – Feira Internacional das Graxarias/Renderers, que em 2012 terá a sua 7ª edição. O evento tem se mostrado ser um ponto de encontro importante para os fornecedores de matérias-primas da indústria de ração animal, cosméticos, produtos de higiene e limpeza, combustíveis alternativos, entre outros, e acontecerá entre os dias 8 e 9 de maio de 2012, no Espaço Frei Caneca de Convenções, em São Paulo (SP), juntamente à 2ª Expo Pet Food – feira que reúne importantes players do mercado Pet.
Artigo publicado no jornal Empresas & Negócios, em 30 de novembro de 2011.
Filed under: Artigos, Publicados no Jornal Empresas & Negócios | Tags: 2050, 9 bilhoes de pessoas, agua potavel, em 2050, fome em 2050, fome no mundo, lixo inorganico, monopolio de soja, nao deixar para amanha, Olivier de Schutter, ONU, Organização das Nações Unidas, população mundial em 2050, recursos naturais, rei da soja, residuos sólidos, suprimento de comida, vilões do milenio
Foi previsto pela Organização das Nações Unidas (ONU), que o consumo de alimentos em 2050 será o dobro dos índices de hoje
Segundo dados da ONU, daqui a quatro décadas, a população mundial precisará de pelo menos o dobro da comida produzida hoje para se manter alimentada. É um dado interessante, pois de acordo com algumas estatísticas, a área destinada ao plantio de alimentos está cada vez menor, predominando os maiores terrenos na América do Sul e na África.
Com a projeção de que o mundo terá de aumentar a produção de alimentos em 50% até 2030 e dobrar até 2050 se não quiser sofrer com a escassez nas próximas décadas, cria-se um alerta que chama a atenção da mídia internacional, principalmente devido ao aumento nos preços de alimentos. Uma alta de 20% até 2025 colocaria aproximadamente 440 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza. O alerta é do relator especial da ONU para o direito à alimentação, Olivier de Schutter. Ele apelará aos países para que uma nova estratégia mundial seja criada para evitar uma crise.
Ele aponta ainda para a necessidade de se criar condições para o aumento da renda daqueles que produzem os alimentos. Além disso, também vamos nos deparar com a questão nutricional, pois comer não é a mesma coisa que se alimentar. Segundo dados da ONU, hoje, dois bilhões de pessoas vivem com deficiências de micronutrientes e uma nova estrutura de distribuição e acesso aos alimentos precisará ser criada.
A ONU admite que o setor agrícola precisa de investimentos privados e um sistema precisa garantir a inclusão dos pequenos agricultores no comércio. A especulação no setor de commodities, segundo a ONU, seria um dos pontos que precisariam ser atacados com urgência. É hora de descentralizar o poder. Monopólios como o que acontece hoje com a soja, deverão ser modificados. Entre as soluções, a entidade sugere a criação de uma reserva internacional para ajudar países afetados pela especulação nos alimentos. Outra opção seria a criação de um seguro que compense pela alta nos preços de alimentos.
Em 2050, seremos 9 bilhões de pessoas habitando este planeta e tudo será muito diferente do que é hoje. Talvez não exista mais água potável, nem petróleo para movimentar nossos motores, o que torna uma previsão muito mais difícil. De qualquer forma, saber que isso tudo vai acontecer já nos traz uma missão, que deveria ser de todos: preservar o planeta, os recursos naturais e principalmente a água, sempre que tivermos oportunidades de preservar. Outra coisa que devemos levar muito a sério é a redução da produção de lixo inorgânico. Os resíduos sólidos serão um dos vilões do milênio. É hora de uma conscientização coletiva. Não dá para deixar isso para amanhã.
Artigo publicado no jornal Empresas & Negócios, em 23 de novembro de 2011.
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Hotéis lotados, restaurantes com promessas de casa cheia, agentes de turismo trabalhando muito, enfim… Recife estará fervendo durante a Fispal
A promotora da feira, BTS, que já atua há 27 anos na cidade de São Paulo, leva para Recife uma feira de alimentação fora do lar tida como referência para o mercado de food service. A Fispal Food Service Nordeste está sendo realizada em Recife, dos dias 8 a 11 de novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, das 16 às 22 horas. A área é de 3.600m² para a feira, onde serão apresentadas novidades em produtos e serviços para restaurantes, padarias, bares, hotéis, buffets, caterings, lanchonetes, sorveterias e pizzarias. A feira deve contar com mais de 150 expositores de todo o País.
O evento será palco das últimas novidades dos segmentos ligados à alimentação fora do lar com destaque para alimentos e bebidas; matérias-primas para panificação, confeitaria e sorveteria; refrigeração comercial; automação comercial; aditivos, ingredientes, corantes e conservantes; equipamentos e acessórios para todos os estabelecimentos do setor. E a expectativa é atrair cerca de 14 mil visitantes. A feira vai acontecer simultaneamente à Fispal Tecnologia Nordeste e à ABF Franchising Expo Nordeste. Para visitar, basta se credenciar pelo site www.fispalfoodservicenordeste.com.br
Outra informação interessante é que o mercado de panificação está em alta no Nordeste. A região está desenvolvendo bastante o setor de Food Service e dentro dele estão as padarias e panificadoras. Buscando incentivar ainda mais esse mercado, a Fispal Nordeste vai premiar, em parceria com a revista Panificação Brasileira, as 100 Melhores Padarias do Nordeste.
A revista Panificação Brasileira já premia há três anos, anualmente, as 100 Melhores Padarias do Brasil, e para este ano, fez com a BTS, uma parceria para agregar ainda mais valor ao setor nordestino de panificação, criando a versão regional da premiação. Para o resultado final do concurso, é feita uma pesquisa, envolvendo distribuidores e fornecedores do setor, seguindo critérios que qualificam as padarias, como mix de produtos, atendimento, ambientação, higiene, estrutura, entre outros. Os vencedores ganharão um certificado e um troféu.
Com todas essas atrações, Recife será um pólo de atração nesses quatro dias de evento. É uma oportunidade para que a capital pernambucana mostre aos turistas toda a sua hospitalidade em termos estrutura hoteleira e de restaurantes, higiene e limpeza urbana, organização e segurança pública. Estaremos lá para checar tudo isso.
Artigo publicado no jornal Empresas & Negócios, em 9/novembro/2011.