Arquivado em: Artigos, Publicados no Jornal Empresas & Negócios | Tags: Apex, CNI, Design, Design & Excellence Brazil, MDIC, Programa Brasileiro do Design, valor-agregado
Lado a lado com grandes marcas internacionais, os produtos brasileiros demonstram qualidade, criatividade, preço competitivo e design moderno. A solidez de nossa economia e o constante desenvolvimento do País nos últimos anos vem favorecendo a indústria nacional
Pode ser que o Brasil ainda seja visto como um grande exportador de matérias-primas, como o aço e o alumínio, mas, esse cenário está mudando. O setor produtivo brasileiro está inserido numa economia competitiva, construída em bases sólidas, tem caráter inovador e capacidade de crescimento sustentável, gerando cada vez mais empregos diretos e indiretos. Com o aumento de postos de trabalho, há um fortalecimento da economia como um todo e um aumento do poder de compra da classe média, grande responsável pelo consumo de bens duráveis e de utilidade doméstica no País. É um caminho sem volta para o crescimento de um mercado consumidor que valoriza o design e a produção de artigos com valor agregado.
Entidades brasileiras têm apoiado as iniciativas voltadas ao fortalecimento de nossa indústria, dando suporte e incentivo. Reconhecida por subsidiar com informações confiáveis todos os agentes da economia brasileira, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) produz documentos e estudos sobre a indústria e o seu contexto econômico, social e político. Seu principal objetivo é o crescimento da indústria nacional e sua inserção no mercado globalizado. Nesse sentido, a CNI aproxima os setores privado e público, fomentando um diálogo orientado aos interesses do País.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por sua vez, vem apostando no design como um diferencial importante para o nosso produto. Para tanto, implantou diversos programas, entre eles o Programa Brasileiro do Design (PBD) e o Design & Excellence Brazil (esse em parceria com a Apex-Brasil), que reforçam a promoção e o reconhecimento internacional do design brasileiro, além de colaborar para difundir uma cultura de exportação de produtos com valor agregado.
Essa nova percepção do País é atribuída, em parte, ao elevado nível de qualidade dos produtos brasileiros. Criativos, sofisticados e funcionais, eles se destacam por fatores como os materiais utilizados e a originalidade do design, bem como o controle de qualidade e altos padrões tecnológicos. O brasileiro está aprendendo a ser um consumidor exigente e tem sido visto dessa forma pelo mercado externo. Isso reflete na produção interna, que consequentemente ganha posição de destaque diante dos demais produtores de países emergentes.
artigo escrito pela jornalista Rosangela Demetrio e publicado no jornal Empresas&Negócios, em 16 de dezembro de 2009.
Arquivado em: Artigos, Publicados no Jornal Empresas & Negócios | Tags: Decoração, Natal, Galeria Lafaiette, decoração corporativa, decoração natalina, estratégia de marketing, Papai Noel, Paris
Empresários investem cada vez mais na decoração natalina, como forma de fortalecer a marca e atrair visitantes
O que há pouco tempo era considerado uma atividade lúdica e caseira por reunir a família para decorar a casa com enfeites natalinos, ou pela união dos funcionários na hora de montar a árvore de Natal na entrada da empresa, passou a ser um negócio de grandes proporções, que envolve muita gente, de janeiro a dezembro, principalmente quando o assunto é decorar espaços públicos e estabelecimentos comerciais, como agências bancárias e shopping centers, dispostos a investir dezenas de milhões de reais em projetos, cada vez mais ousados e luxuosos. A decoração corporativa de Natal passou a ser considerada uma estratégia de marketing. Ela ajuda a fidelizar clientes, conquistar novos mercados e traduzir em conceitos e tendências o que a empresa quer comunicar ao seu público. Ajuda também a manter o cliente na loja ou no espaço público por muito mais tempo. Se ele permanece por um período maior no estabelecimento, conhece melhor os produtos, pode se identificar com eles e comprar mais.
Por que será que a cidade de Paris atrai tantos turistas no Natal? Suas ruas e lojas encantadoramente enfeitadas iluminam e aquecem o coração dos visitantes, que por sua vez aquecem o comércio. A decoração natalina da Galeria Lafaiette é um exemplo típico. Um dos maiores e mais requintados estabelecimentos comerciais da França, encanta e emociona o público, atraindo a atenção de milhares de pessoas do mundo todo. Aquela decoração faz parte da expectativa do turista que elege Paris para passar o Natal, fazendo da Galeria o segundo destino mais visitado da cidade, perdendo apenas para o Louvre. É um investimento que a empresa faz visando seu valor institucional, seu nome, sua marca e sua tradição. Ela própria se posiciona no patamar em que merece estar.
No Brasil, existem empresas que se dedicam principalmente ao mercado de decoração corporativa de Natal. Elas oferecem produtos diferenciados, utilizando tecnologia de última geração que, combinada a elementos artísticos, resulta em atrações natalinas marcantes, consideradas verdadeiros espetáculos. Um trabalho projetado por profissionais pode trazer ótimos resultados para empresas que querem se destacar, ou mesmo para criar entre seus colaboradores uma atmosfera festiva e agradável, com aquele espírito natalino, que encanta e emociona a todos sempre que o fim do ano se aproxima.
Artigo publicado no jornal Empresas&Negócios de 9 de dezembro de 2009, caderno Economia, página 5.
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Uma parceria com organizações canadenses pode mostrar-nos uma luz no fim do túnel no combate ao uso indiscriminado de drogas por crianças e jovens brasileiros
O médico canadense Benedikt Fischer, da Simon Fraser University, de Vancouver, pesquisa viciados em drogas há mais de 15 anos. Em notícia divulgada pela Agência Estado em 04/11/09, ele esteve no Brasil em outubro passado, propondo parcerias num encontro com profissionais brasileiros de saúde mental do Ministério da Saúde, e impressionou-se com as condições das crianças pobres no País, viciadas em crack. A visão que os canadenses têm do usuário de drogas é de que eles precisam de ajuda, não de discriminação. Ajuda para que tenham condições seguras para deixar o vício e serem inseridos na sociedade.
No período em que morei em Vancouver, estudava num edifício ao lado da Simon Fraser University, e tive acesso, em sala de aula, a um vídeo, que apresenta como é o sistema de suporte ao usuário de drogas naquela região do Canadá. Ali, o número de viciados é muito grande, porém, essas pessoas são tratadas pelos órgãos governamentais como doentes e não como infratores da lei, haja vista o uso da maconha ser, de certa forma, “tolerado” pelas autoridades, que fazem “vistas grossas”. Entretanto, o uso de drogas é contra a lei vigente.
O vídeo mostra a rotina de um usuário de cocaína, que sistematicamente entra numa clínica de apoio social, onde existem diversas cabines fechadas com biombos e cortinas, preservando a privacidade de cada um. Ali, ele recebeu um kit com a droga, seringa, agulha e curativos descartáveis, além do atendimento feito por profissionais de saúde. O intuito é de que os viciados sintam um suporte, tenham um acompanhamento seguro e saibam que os médicos e enfermeiros estão ali, à disposição, para o momento em que eles optem por deixar as drogas e participar dos programas de desintoxicação. Além disso, o governo se preocupa em evitar a transmissão de hepatite C e Aids, que podem ser adquiridas quando usuários compartilham seringas e agulhas.
A sugestão do médico canadense é de que se criem também no Brasil lugares seguros, centros de atendimento, onde os usuários de drogas tenham apoio médico e social, podendo ser encaminhados para tratamento. Ainda segundo a Agência Estado, Fischer afirmou que soluções radicais devam ser implantadas pelo nosso governo, inclusive com a inserção da maconha no tratamento de viciados em crack. O crack torna seus usuários muito mais agressivos e precisamos nos livrar dele pelo bem de todos.
Artigo escrito por Rosângela Demetrio e publicado no jornal Empresas & Negócios do dia 02/12/2009, página 9.
Arquivado em: News | Tags: Ballarini, Capim Santo, Casa Cor Trio, Fernanda Marques, Jockey Club, Morena Leite, Todeschini
Ao longo de 194 m2, o projeto é inspirado na coleção Organix da Todeschini, que inova ao incluir curvas no mobiliário planejado, criado com móveis 100% recicláveis e selo verde. Uma bancada com múltiplas funções avança por todo o ambiente: ora serve como plano de trabalho para o gourmet (como mesa, banco), ora como bar, sendo em seguida incorporado ao forro de madeira. Panelas da marca italiana Ballarini completam com praticidade, charme e a sofisticação o ambiente, que conta com algumas peças da nova linha de Indução e da linha Il Rame (de cobre).
Durante o evento, a Cozinha é aproveitada para aulas de gastronomia com a chef Morena Leite (do restaurante Capim Santo), a arquitetos e convidados, incluindo degustação das receitas preparadas em aula.
A gaúcha Todeschini é hoje uma das maiores fábricas de móveis planejados da América Latina. Participaram do júri: Baba Vacaro, Marcio Mazza, Livia Pedreira, Silvia Farias, Tuca Reines, Marcelo Lima, Newton Figueiredo, Thassanee Wanick e Valença Sotero.
Quando: até 06/12/2009
Local: Jockey Club São Paulo – Av. Lineu de Paula Machado, 1075 – São Paulo (SP)
(Foto cedida pela Todeschini e por Fernanda Marques para divulgação)
Arquivado em: Artigos, Publicados no Jornal Empresas & Negócios | Tags: cooperação nuclear, Irã, Mahmoud Ahmadinejad, Mohamed Mossadegh, Oriente Medio, Stephen Kinzer, Todos os homens do xa
Esse foi um dos motivos que trouxe o presidente do Irã ao Brasil. Nada nos custa ouvir atentamente, analisar e dar uma resposta de acordo com as nossas conveniências
Antes de darmos opiniões intolerantes a respeito de tudo que venha do Oriente Médio, deveríamos compreender um pouco da história. Há mais de 55 anos, o povo iraniano tinha um primeiro ministro democraticamente eleito, Mohamed Mossadegh. Ele era um homem do povo e muito respeitado, mas seu governo foi vítima de um golpe para recondução do xá Mohamed Reza ao poder, em 1953. Tal ação influenciou profundamente a história do Irã, do Oriente Médio e até do mundo. Durante os 25 anos seguintes, o xá governou de uma forma que dilapidou as riquezas do país, vendendo a preços muito baixos o petróleo para o ocidente. Esse fato revoltou a população e fecundou a semente que gerou a revolução Islâmica de 1979, fonte de inspiração de fundamentalistas de todo o mundo islâmico, incluindo os talibãs e outros grupos radicais que se fortaleceram e se revoltaram contra o ocidente.
Lembro-me das notícias que eram veiculadas pela TV, na época. Elas mostravam a energia que envolvia o povo iraniano em torno do Aiatolá Khomeini, seu líder espiritual. O acesso à informação ainda era bastante restrito, não havia internet. Já naquele tempo eu enxergava aquilo como um perigo. Pensava na manipulação e no poder da massa, na força de um povo que movido pelo ódio poderia ficar fora de controle. Hoje, com o acesso à informação, li muito a respeito do Islã e passei a ser mais tolerante, principalmente depois de ter lido o livro “Todos os homens do xá”, escrito pelo jornalista Stephen Kinzer. A história do Irã na visão do autor me mostrou outro ponto de vista. Eu via o Irã no papel de vilão, mas na verdade ele pode ter sido mais uma vítima.
Agora, o que temos de mais atual é a chegada ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que vem para propor uma cooperação nuclear. Manifestações ideológicas à parte, o importante é que o Brasil não precisa priorizar o desenvolvimento de energia nuclear neste momento, pois temos o biodiesel, temos nossas bacias hidrográficas e tantas fontes naturais que podem ser transformadas em energia. Com todo o respeito ao atual presidente do Irã, podemos reconhecer o direito deles de ter sua tecnologia nuclear, desde que para fins pacíficos, porém o Brasil é um país verde e isso por si só, já é uma resposta.
Artigo escrito por Rosângela Demetrio e publicado no jornal Empresas&Negócios, em 25/nov/2009, caderno Economia, página 5.
Arquivado em: Assessoria de Comunicação | Tags: abajur, arte da terra, ceramica, coluna, Fernando Guimarais, fibras naturais, iluminação, Paleolitico
A produção artesanal de artigos para decoração tem surpreendido cada vez mais o mercado consumidor, tanto por seu grau de criatividade, como pela originalidade do design. As criações do ateliê Paleolítico Arte da Terra fundamentam essa afirmação. Neste mês de novembro, a empresa está lançando sua nova coleção. Alguns modelos de abajures vêm com uma proposta totalmente inovadora, pois são produzidos exclusivamente de cerâmica, uma novidade no segmento de iluminação. As colunas, cada vez mais sofisticadas e imponentes, medindo até 1,90m de altura, têm forte apelo decorativo, além de serem praticamente peças exclusivas, haja vista sua produção ser artesanal.
Toda a coleção foi criada e desenvolvida pelo artista plástico e designer Fernando Guimarais, que utiliza a cerâmica e fibras naturais, como papel de fibra de bananeira, juta, sisal e madeira, em todas as peças. O que mais chama a atenção no ateliê, além do apelo ecológico de uma produção sustentável, é a capacidade que o artista tem de transformar matéria-prima extremamente simples em produtos belos e sofisticados, sem perder sua condição rústica. O designer faz questão de acompanhar pessoalmente toda a produção no ateliê. “Eu gosto de acompanhar tudo de perto, pois creio que assim consigo manter a cara do produto, que já é conhecido no mercado por ter elementos fortes e característicos”, afirma Fernando.
O mix de produtos para iluminação da Paleolítico é formado por luminárias, arandelas de parede, spots, abajures, colunas e balizadores para jardim, capazes de compor desde os mais sofisticados, aos mais simples projetos de decoração de ambientes internos e áreas externas. As peças decorativas são inspiradas nas belezas da terra, mantendo as cores da natureza. Os enigmáticos desenhos rupestres são marcantes na coleção, e a sutileza na difusão da luz pode ser notada em cada produto.
Sobre a Paleolítico Arte da Terra
O ateliê Paleolitico Arte da Terra, que iniciou suas atividades em 2001 com a linha de cerâmicas, hoje é referência no setor de luminárias e revestimentos artesanais. Três anos depois, as fibras naturais e a casca de coco foram inseridas na produção com o lançamento da coleção de luminárias, com grande aceitação no mercado. Em 2007, visando proporcionar uma composição harmônica e conjugada com a linha de revestimentos de parede, a Paleolítico lançou sua inovadora e diferenciada linha de cubas para lavabos. Sempre apresentando novidades, mais recentemente o ateliê desenvolveu uma nova e diversificada coleção, composta por abajures, colunas, centros de mesa, vasos, garrafas, cachepôs e espelhos, todos produzidos de forma artesanal, no próprio ateliê. Essas e outras informações estão no site da Paleolítico: www.paleolitico.art.br .
Arquivado em: Artigos, Publicados no Jornal Empresas & Negócios | Tags: Ano Internacional das Fibras Naturais, casca de coco, FAO, fibra de bananeira, fibras naturais, junco, Paleolitico, preservação ambiental, resolução 61/189, sisal
Assembléia Geral das Nações Unidas decidiu, desde 2006, que o ano de 2009 seria o Ano Internacional das Fibras Naturais, conforme resolução 61/189
A produção, em muitos países, de relevante variedade de fibras naturais tornou-se fonte de renda para os produtores, especialmente para os pequenos agricultores, que, assim, desempenham um papel importante na erradicação da pobreza e na contribuição para o desenvolvimento de uma política de sustentabilidade. A coordenação do programa é feita pela FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação em colaboração com Estados, organizações regionais, internacionais e não-governamentais, setor privado e agências do Sistema das Nações Unidas. O principal objetivo da resolução é aumentar a conscientização da importância dos produtos naturais, além de convidar todos a realizarem contribuições voluntárias e a darem apoio ao Ano Internacional das Fibras Naturais.
Existem as fibras de origem animal, como as lã e seda, e as de origem vegetal, como algodão, linho, juta e sisal. Com incontáveis formas de transformação, esses materiais tornaram-se um desafio à criatividade de muitos artistas plásticos, que já vêm dedicando-se à sua aplicação na confecção de produtos decorativos, cujo design vem surpreendendo pelo arrojo das formas.
No Brasil, o sisal, a palha de bananeira, a casca de coco e as mais diversas fibras vegetais são materiais fartamente utilizados na produção de artigos para decoração, iluminação e mobiliário com aparência rústica e ao mesmo tempo moderna, devido ao seu apelo ecológico tão em moda entre as prioridades globais.
Há poucos dias, tive a oportunidade de conhecer o atelier da Paleolítico e fiquei surpresa com a beleza dos artigos produzidos na empresa. São luminárias, lustres, cubas e outras peças que, em sua maioria, são procuradas por arquitetos que buscam algo rústico e bem-acabado para dar destaque ao ambiente. Na Paleolítico, todos os produtos são criações do artista plástico Fernando Guimarais, que sempre se dedicou à arte da cerâmica e ao uso das fibras naturais em sua produção feita inteiramente de forma artesanal. O que mais valeu a pena na minha visita foi verificar que, sem agredir a natureza e sem importar nada é possível criar, produzir e vender uma gama variada de belos produtos, capazes de agradar consumidores de todas as classes sociais. Considero importante incentivar esse tipo de produção, que utiliza a arte como uma maneira de preservação ambiental.
Artigo escrito por Rosângela Demetrio e publicado no jornal Empresas&Negócios, em 18/nov/2009, caderno Economia, página 5.
Arquivado em: Artigos, Publicados no Jornal Empresas & Negócios | Tags: estrangeirismo, Manifesto Antropofagico, Oswald de Andrade
Palavras de outros idiomas são utilizadas na língua portuguesa de forma tão natural que parecem ter sempre feito parte do nosso contexto
Os profissionais do Comércio Exterior têm uma visão prática com relação ao estrangeirismo: é praticamente impossível viver sem ele. Nós estamos diante de uma realidade cheia de desafios, na qual a comunicação é fator determinante. Se fizermos uma breve retrospectiva, veremos que o Brasil só abriu completamente os olhos para o mundo na década de 1990 e agora temos que correr para recuperar o tempo perdido.
Já no início do século passado, o Manifesto Antropofágico anunciava o que ocorre hoje. Oswald de Andrade, autor do manifesto, clamava pelo autoconhecimento da sociedade, com os propósitos de acabar com a miséria intelectual, denunciar o atraso e o subdesenvolvimento. Mas, como foi formada a língua portuguesa? Emprestamos, ao longo do tempo, vocábulos do idioma árabe, do alemão, do italiano, do espanhol, do francês, das línguas africanas e das línguas indígenas. As palavras foram adaptando-se às regras de sintaxe e à morfologia da nossa língua. É o caso de performance, por exemplo, ou office-boy.
Expressões introduzidas pela tecnologia tendem a ficar. É o caso de mouse, site, deletar, customizar. As da moda podem desaparecer rapidamente, como aconteceu com banlon, um tipo de tecido macio. Outras ficam mais restritas aos seus segmentos, como o esportivo, responsável por grande parte da “importação” de expressões estrangeiras, e o financeiro, igualmente absorvido pela globalização, que tenta universalizar a linguagem. Existem palavras que aparecem camufladas e poucos percebem que não são genuinamente brasileiras. É o caso de gol (goal), nocaute (knock-out), batom (baton), marrom (marron) e tantas outras.
Seria o estrangeirismo uma tentativa de equiparar artificialmente a nossa forma de vida à estrangeira, em especial com a norte-americana? Talvez, algumas palavras contribuam para transformar ocasiões simples em mais requintadas. Imaginemos a seguinte situação: se ao entrarmos numa lanchonete, pedirmos um refrigerante dietético, o ouvinte da palavra “dietético” pode pensar que somos pessoas com restrição ao consumo de açúcar por ordem médica. Por outro lado, se pedirmos um refrigerante diet, a percepção do receptor provavelmente será de que estamos evitando o açúcar por valorizarmos a boa forma física. Neste caso, estamos na moda. Uma simples palavra anuncia o envolvimento do emissor com o sistema globalizado.
Artigo escrito por Rosângela Demetrio e publicado no jornal Empresas&Negócios, em 11/nov/2009, caderno Economia, página 5.
Arquivado em: Matérias, Tendências | Tags: 2010/2011, Authentic, Christmas World, Eccentric, Graphic, Messe Frankfurt, Natal, Optimistic, Tendências
Ainda estou apurando os fatos e editando as entrevistas sobre o que será apresentado em Frankfurt em janeiro/fevereiro de 2010. Enquanto isso, aproveite para dar uma olhada nas imagens das tendências. Não são fascinantes?
Authentic

Eccentric

Graphic

Optimistic

As imagens são de divulgação da Messe Frankfurt
Arquivado em: Artigos, Publicados no Jornal Empresas & Negócios | Tags: comércio exterior, Incoterms
As pequenas siglas com três letras cada, e fortes significados, ganharam tanta relevância para os contratos de importação e exportação, que, sem elas, seria quase impossível estabelecer com clareza e precisão, a divisão de responsabilidades entre as partes do negócio
Os Incoterms (International Commercial Terms), ou Termos Internacionais do Comércio, são siglas adotadas em 1936, pela Câmara Internacional de Comércio, sediada em Paris, para padronizar e facilitar negociações internacionais de exportação e importação. De lá para cá, sofreram diversas revisões, até constituírem-se, hoje, no principal instrumento para o Comércio Exterior, o Incoterms 2000. Os termos são: CFR – Cost and Freight; CIF – Cost, Insurance and Freight; CIP – Carriage and Insurance Paid to…; CPT – Carriage Paid to…; DAF – Delivered At Frontier; DDP – Delivered Duty Paid; DDU – Delivered Duty Unpaid; DEQ – Delivered Ex Quay; DES – Delivered Ex Ship; EXW – Ex Works; FAS – Free Along Ship; FCA – Free Carrier; FOB – Free on Board.
O domínio desses termos é indispensável para o negociador prevenir-se para o caso de possíveis avarias ou perdas que ocorram com relação à mercadoria negociada, evitando aqueles gastos não previstos no orçamento. Os elementos regulados pelos Incoterms compõem o preço da carga, além dos custos de produção. Com apenas três letras, eles determinam regras e práticas, estabelecendo um padrão de conduta, que devido à sua imparcialidade, é entendido e respeitado internacionalmente.
Uniformizar foi uma das razões que levaram à adoção dos Incoterms. Eles formam toda uma base para os negócios de exportação e importação, propondo um entendimento entre quem vende e quem compra, no que se refere a frete, seguro, movimentação em terminais, liberações em alfândegas e obtenção de documentos. Definem os direitos e as obrigações dos negociadores, determinando as responsabilidades sobre a mercadoria, dizendo, por exemplo, quem libera a carga, quem contrata o seguro, quem carrega e descarrega, quem paga o transporte. Além disso, simplificam a elaboração das cláusulas dos contratos de compra e venda, com força legal.
Embora limitados aos direitos e obrigações do vendedor e do comprador da mercadoria, todos os envolvidos devem ter completo entendimento dos termos para bem interpretar as cláusulas do contrato. Esse bom entendimento pode definir a plena satisfação das partes e a fidelização entre fornecedor e comprador.
Artigo escrito por Rosângela Demetrio, publicado no jornal Empresas & Negócios, em 04/11/09, caderno Economia, página 5.

